MARRONAGENS URBANAS: ENTRE LIVROS, FUGAS E POLÍTICA DE VIDA NA LIVRARIA NOVO JARDIM.
marronagem urbana; psicologia; livraria; política de vida; Maceió.
Neste estudo, utilizamos a noção de marronagem urbana para investigar as práticas e atividades desenvolvidas pela livraria Novo Jardim enquanto esteve situada no conjunto habitacional Eustáquio Gomes, na cidade de Maceió. A partir disso, visamos discutir de que maneira as práticas desenvolvidas pela Livraria Novo Jardim, no Eustáquio Gomes, operaram como gestos de marronagem urbana, tensionando as lógicas urbanas hegemônicas e contribuindo para a democratização do direito à cultura e ao lazer da cidade de Maceió. O nosso objetivo é analisar as implicações ético-políticas das atividades e práticas desenvolvidas pela livraria a partir da noção de marronagem e pensar como tais atividades e práticas operaram, ou não, para a democratização do acesso ao direito à cultura e ao lazer; mapear e contextualizar as atividades e práticas que foram desenvolvidas pela livraria; explorar as reverberações e memórias deixadas pela livraria e discutir a experiência da livraria Novo Jardim. A metodologia consiste em um estudo de caso que vai usar várias estratégias metodológicas: análise documental, conversas e escrita de experiências, visando responder aos questionamentos específicos e ao geral. Com isso, esperamos contribuir com o debate sobre direito à cidade, direito à cultura e ao lazer, e pensar a cidade enquanto espaço de disputas simbólicas e de segregação, bem como lugar de construção de laços comunitários e de potência de vida.