Banca de DEFESA: ELISABETE MARTINS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELISABETE MARTINS DA SILVA
DATA : 30/01/2026
HORA: 13:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Mas ele nunca me bateu: as crenças das usuárias do SUS sobre violência psicológica contra a mulher.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Violência psicológica; Mulheres; SUS; Ministério das Mulheres; Ministério da Saúde; Crenças.


PÁGINAS: 119
RESUMO:

As leis e políticas públicas mostram um avanço para a proteção das mulheres, porém, notam-se os números de violências que crescem e o surgimento de novos desafios. Um deles é a compreensão de que a violência contra a mulher nem sempre é física, podendo ser também moral, patrimonial, sexual e psicológica. No entanto, a persistência de índices elevados de violência de gênero revela a complexidade do problema e a emergência de novos desafios. Este estudo parte do pressuposto de que a violência contra a mulher constitui um fenômeno multidimensional, que se manifesta de diversas formas e atravessa todas as camadas sociais. Com foco específico na violência psicológica perpetrada por parceiros íntimos do gênero masculino, a pesquisa buscou investigar as percepções sobre esse fenômeno mediante entrevistas com 25 mulheres usuárias da atenção básica de saúde, com o objetivo de compreender suas crenças sobre a violência psicológica. Por meio de metodologia mista que utilizou o software IRAMUTEQ para análise textual de publicações dos Ministérios da Saúde (MS) e das Mulheres (MM), constatou-se uma divulgação insuficiente: apenas 21,57% das publicações do MS e 53,66% do MM abordavam diretamente a violência psicológica contra a mulher (VPM), frequentemente de forma superficial ou associada a outras formas de violência. Conclui-se, portanto, que existe uma dissonância crítica entre a experiência vivida pelas mulheres e a comunicação institucional. Enquanto as usuárias do SUS constroem suas crenças com base em vivências concretas, a escassa e pouco clara divulgação de informações por parte dos ministérios dificulta o reconhecimento, a nomeação e o enfrentamento adequado da violência psicológica. Essa lacuna comunicacional pode limitar a efetividade das políticas públicas existentes, sugerindo a urgência de estratégias mais diretas e educativas que possam, de fato, instrumentalizar as mulheres e os profissionais de saúde para identificar e combater esse tipo específico de violência.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - JAQUELINE GOMES CAVALCANTI SÁ - UFPB
Presidente - 1449933 - SHEYLA CHRISTINE SANTOS FERNANDES
Externo(a) à Instituição - SIBELE DIAS DE AQUINO - MACKENZIE
Interno(a) - 1573284 - TELMA LOW SILVA JUNQUEIRA
Notícia cadastrada em: 19/11/2025 09:46
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