Banca de QUALIFICAÇÃO: DAIANE DE JESUS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DAIANE DE JESUS SANTOS
DATA : 30/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ESCREVIVÊNCIAS SUBMERSAS: narrativas sobre memórias de idosas negras no Caribe Brasileiro.


PALAVRAS-CHAVES:

escrevivência; idosas negras; memória; cidade; colonialismo.


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Inicio esta pesquisa movida pelo interesse em observar o envelhecimento no espaço urbano, compreendendo a cidade como um território racializado e generificado. Trata-se de um tema pouco explorado no campo acadêmico, especialmente no que se refere às articulações entre envelhecimento negro, gênero, memória urbana e produção de conhecimento a partir das margens. A partir dessa inclinação, levantei a seguinte questão de pesquisa: como idosas negras experienciam Maceió e de que modo suas narrativas podem contribuir para a construção de escrevivências que atuem como políticas de memória no enfrentamento aos silenciamentos históricos e epistemológicos que atravessam suas existências? Diante dessa indagação, o objetivo central é conhecer e analisar, por meio das memórias de idosas negras residentes em Maceió, as relações entre seus corpos e o espaço urbano. Ancorada em uma epistemologia feminista e anticolonial, transfiro para o centro os gestos narrativos, as experiências e a memória como formas legítimas de produção de conhecimento. Para isso, dialogo com autoras como Conceição Evaristo, Lélia Gonzalez, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, Silvia Cusicanqui, Sueli Carneiro, entre outras, bem como com Walter Benjamin, mobilizando aportes que tensionam o colonialismo, o racismo, o sexismo e a linearidade do tempo moderno. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa construída a partir de dois eixos centrais: as conversas com idosas negras e as minhas andanças por Maceió, nas quais incorporo as posições de corpo-turista, corpo-estrangeiro e corpo-pesquisadora. Esses deslocamentos, a partir da ótica da sociologia da imagem, permitem captar imagens, cenas e fragmentos que escapam, ou são encobertos, pelo discurso oficial sobre a história da cidade. Nesse percurso, a escrevivência configura-se como ferramenta metodológica central, articulando escuta, escrita, imagem e memória. A partir dessa costura, busco compor narrativas que expressem as múltiplas relações entre os corpos dessas mulheres e a cidade, discutidas com base na análise interseccional. Espera-se, com este trabalho, contribuir para o fortalecimento das discussões sobre envelhecimento negro, memória urbana e metodologias feministas anticoloniais, bem como para a valorização de suas memórias como parte indispensável da história da cidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - LISANDRA ESPINDULA MOREIRA - UFMG
Interno(a) - 1646595 - MARCOS RIBEIRO MESQUITA
Interno(a) - 1738204 - SAULO LUDERS FERNANDES
Presidente - 1646594 - SIMONE MARIA HUNING
Notícia cadastrada em: 13/03/2026 09:58
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