Decadências urbanas: ensaios de uma ontologia em ruínas.
decadências urbanas; cidades; ruínas.
Essa dissertação é uma interrogação ao nosso tempo. Tomando as ruínas enquanto plano de experiência, o texto concebe uma ontologia crítica operacionalizada a partir da montagem dos fragmentos de três cidades: São Cristóvão (SE), Maceió (AL) e Rio Largo (AL). Ao fazer das imagens operadores analíticos de uma modernidade efêmera e transitória, entrelaçamos espaço urbano e fabulação, lançando mão do exercício ficcional da escrita como dispositivo estético-metodológico. Para tanto, recorremos à figura de um apanhador de ruínas que inventa triplos ensaios poético-críticos, construídos na experimentação em declínios citadinos. Na potência de um escrever fragmentar, arrancamos restos desimportantes oferecidos ao cotidiano, e apostamos na decadência como tática de luta diante dos perigos do progresso e suas promessas.