Banca de DEFESA: RAILTON TEIXEIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAILTON TEIXEIRA DA SILVA
DATA : 31/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: ICS e Online
TÍTULO:

ANTROPOLOGIA DAS GROTAS: Uma escrevivência sobre o chão, a vida e a cidade em Maceió


PALAVRAS-CHAVES:

Escrevivência; Antropologia das Grotas; Fazer-cidade


PÁGINAS: 116
RESUMO:

Esta dissertação investiga a produção do espaço urbano, a memória social e as dinâmicas geracionais na Grota do Cigano, uma das periferias mais populosas de Maceió, Alagoas. O problema central da pesquisa reside em compreender como as táticas cotidianas e as práticas dos moradores produzem sentidos e territorialidades que subvertem a lógica de exclusão e o estigma de periculosidade impostos pela “Maceió de Fora”. Rompendo com o distanciamento antropológico tradicional, o trabalho fundamenta-se na Escrevivência, conceito de Conceição Evaristo, mas não apenas isso, uma Escrevivência ladeira abaixo, operando aqui como um posicionamento político e o compromisso teórico de um pesquisador que nasceu na Grota. A metodologia estrutura-se como uma cartografia das memórias que tem o percurso etnográfico assumindo o propósito de pegar o leitor pela mão e conduzi-lo em uma imersão sensorial e afetiva rumo ao fundo do grotão, transformando o ato de lembrar em um trabalho de resistência contra o apagamento histórico. Para que a Escrevivência dialogue com o rigor das Ciências Sociais, a análise ancora-se na crítica da espoliação urbana de Lúcio Kowarick, que evidencia a desigualdade material expressa na precariedade habitacional; a antropologia urbana de Michel Agier, que desvenda o “fazer-cidade” por meio das sociabilidades e engenhosidades cotidianas da autoconstrução; e a sociologia de Alain Touraine, cuja categoria de Sujeito ilumina a capacidade de agência dos moradores e as rupturas geracionais da juventude periférica frente ao acesso ao ensino superior. Os achados da pesquisa demonstram que a “Maceió de Dentro” não é um vazio social ou uma fratura urbana, mas um chão vivo, existente e escrevivente. Conclui-se pela consolidação de uma Antropologia das Grotas que toma como ponto de partida a pele, o chão e as memórias, acenando para desdobramentos futuros no campo da museologia social através da urgência de um Museu das Periferias de Maceió.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANDRÉ LUÍS GOMES - PUC - RJ
Presidente - 1852415 - JOAO BATISTA DE MENEZES BITTENCOURT
Externo(a) ao Programa - 1018365 - MARINA REBECA DE OLIVEIRA SARAIVA - nullInterno(a) - 1121331 - SILVIA AGUIAR CARNEIRO MARTINS
Notícia cadastrada em: 14/07/2026 15:14
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