PPGCF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: MONIQUE ALMEIDA VILA NOVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MONIQUE ALMEIDA VILA NOVA
DATA : 20/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Ambiente virtual Google Meet
TÍTULO:

SISTEMAS SEMISSÓLIDOS CONTENDO EXTRATOS DE PRÓPOLIS MARROM OU EXTRATO DE PRÓPOLIS VERMELHA DE ALAGOAS: DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, FÍSICO-QUÍMICA E BIOLÓGICA




PALAVRAS-CHAVES:

Própolis. Microemulsão. Organogel. Bigel. Aplicação tópica.


PÁGINAS: 113
RESUMO:

A própolis é reconhecida por sua composição rica em compostos fenólicos e
flavonoides, porém com baixa solubilidade aquosa, necessitando de veículos
farmacêuticos adequados para aplicação tópica. Nesse contexto, o objetivo desta
dissertação foi desenvolver e caracterizar sistemas semissólidos para uso tópico
contendo extrato de própolis marrom ou extrato de própolis vermelha de Alagoas.
Foram desenvolvidas composições de bigeis e organogéis usando diagrama de
fases pseudoternários. A região dos organogéis e dos bigeis foram identificados no
diagrama de fase pseudoternários através de titulação em água à temperatura
ambiente e os bigeis foram preparados usando técnica de inversão de fases. As
amostras foram submetidas a estudos de solubilidade, caracterizações por tamanho
de partícula, DLS, MPL, pH e condutividade, FTIR, viscosidade, espalhabilidade,
análise de textura, reologia oscilatória; investigação dos marcadores químicos em
CLAE-DAD; avaliações de teor de fenóis, flavonoides totais e atividade antioxidante;
viabilidade celular por MTT. Os estudos de solubilidade indicaram o ácido oleico
como fase oleosa mais adequada e o sistema tensoativo Tween 20/Tween 80/etanol
3:1:1. A atividade antioxidante e o teor de fenóis e flavonoides foram preservados
após a incorporação dos extratos. O pH variou entre 4,46 e 4,93, compatível com
aplicação cutânea. Análise de tamanho de partícula mostrou sistema
submicrométricos (470 a 730 nm) e potencial zeta na faixa entre -28 e -40mV. A
análise de FTIR demonstrou a presença de estiramentos característicos de
flavonoides nos extratos e nas composições de bigeis e organogeis. Os marcadores
químicos da própolis marrom e da própolis vermelha foram identificados e
quantificados nos extratos e nas composições de bigeis e organogeis usando
CLAE-DAD. Os organogeis e bigeis apresentaram atividade antioxidante
comparável aos seus respectivos extratos de própolis. A reologia confirmou
comportamento viscoelástico, com maior estruturação nos bigeis. Os bigeis
apresentaram valores superiores de firmeza, consistência, coesividade e índice de
viscosidade quando comparados aos organogéis usando análise texturométrica. Os
sistemas mantiveram estabilidade físico-química por até 10 meses sem separação
de fases, mantendo-se homogeneidade/uniformidade e compatíveis para uso tópico.
Os extratos de própolis mostraram-se viáveis para células de queratinócitos na faixa
de concentração entre 1,25 a 25 μg/mL. Assim, os resultados demonstram que os
sistemas contendo extrato de própolis marrom ou extrato de vermelha de Alagoas
constituem veículos promissores para aplicação tópica, viáveis para futuros estudos
farmacotécnicos, estudos de permeação e estudos biológicos mais aprofundados,
incluindo estudos de cicatrização de feridas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1488396 - TICIANO GOMES DO NASCIMENTO
Interno(a) - 3509820 - MARIA ALINE BARROS FIDELIS DE MOURA
Externo(a) à Instituição - JOSE MARCOS DOS SANTOS OLIVEIRA - CESMAC
Externo(a) à Instituição - Salvana Priscylla Manso Costa - UNEB
Notícia cadastrada em: 18/03/2026 20:00
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