PPGCF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: SIMONE OLIVEIRA PACHU DIAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SIMONE OLIVEIRA PACHU DIAS
DATA : 11/05/2026
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/fwk-ratj-rhr
TÍTULO:

AVALIAÇÃO SOCIAL, CLÍNICA E MEDICAMENTOSA DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DE ALAGOAS NO PERÍODO DE 2015 A 2024

 


PALAVRAS-CHAVES:

Leishmaniose Visceral, perfil social, aspectos clínicos e terapêuticos


PÁGINAS: 54
RESUMO:

As leishmanioses estão presentes em mais de 98 países, especialmente na África,

Ásia e Américas, manifestando-se em diferentes formas clínicas, sendo a cutânea a

mais comum e a visceral a mais grave. Segundo estimativas da Organização

Mundial de Saúde, a prevalência mundial das diferentes formas clínicas da doença

ultrapassa 12 milhões de casos humanos. A leishmaniose visceral, com uma

mortalidade global estimada em 59.000 óbitos por ano, permanece como um

importante problema de saúde pública em vários países do mundo, incluindo o

Brasil, especialmente em regiões endêmicas como o Nordeste brasileiro. Nesse

contexto, este estudo teve como objetivo avaliar o perfil social, clínico e

medicamentoso da LV no Estado de Alagoas no período de 2015 a 2024. Trata-se

de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, baseado em

dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Foram analisados 516 casos confirmados de LV, evidenciando padrão endêmico

sustentado ao longo da série histórica, com pico de incidência em 2018 (3,7

casos/100.000 habitantes), seguido de redução progressiva até 2024. A letalidade

apresentou variação anual, com destaque para 2022 (18,8%), sugerindo maior

gravidade proporcional ou possível atraso no diagnóstico e tratamento. O perfil

sociodemográfico revelou predominância do sexo masculino (64,3%), maior

acometimento em crianças, especialmente entre 1 e 4 anos (20,5%), e elevada

frequência em indivíduos de raça/cor parda (86,4%) e baixa escolaridade, indicando

associação com condições de vulnerabilidade social. Clinicamente, destacaram-se

manifestações clássicas da doença, como febre (91,8%), esplenomegalia (89,4%),

hepatomegalia (84,2%) e palidez (82,2%), além de emagrecimento (78,2%) e

fraqueza (67,9%). Sinais associados à gravidade, como icterícia (21,2%), fenômenos

hemorrágicos (14,3%) e coinfecção por HIV (6,8%), foram identificados como fatores

relacionados a pior prognóstico. Em relação ao tratamento, os antimoniais

pentavalentes e a anfotericina B foram os medicamentos mais utilizados,

apresentando efetividade terapêutica, embora associados a potenciais eventos

adversos. Os resultados evidenciam que a leishmaniose visceral em Alagoas

mantém comportamento endêmico, fortemente associado a determinantes sociais e com importante impacto clínico, reforçando a necessidade de fortalecimento das

ações de vigilância, diagnóstico precoce e manejo adequado da doença.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1358530 - MAGNA SUZANA ALEXANDRE MOREIRA
Interno(a) - 2272670 - ALINE CAVALCANTI DE QUEIROZ
Externo(a) à Instituição - AMANDA EVELYN DA SILVA - UNESP
Notícia cadastrada em: 11/05/2026 08:28
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