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Banca de QUALIFICAÇÃO: JULIANO BECK DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANO BECK DE OLIVEIRA
DATA : 29/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Maceió
TÍTULO:

“EU ME ORGANIZANDO POSSO DESORGANIZAR”:

POESIA E FANZINES COMO CARTOGRAFIAS POÉTICAS DO COTIDIANO NA ESCOLA PÚBLICA NO INTERIOR DE ALAGOAS


PALAVRAS-CHAVES:

Leitura. Poesia. Fanzine. Letramento literário. Escrita criativa.


PÁGINAS: 26
RESUMO:

Esta pesquisa insere-se na área dos Estudos Literários e propõe uma intervenção na realidade escolar do município de São Miguel dos Campos, marcado por um contexto sociocultural conservador e elitista, o qual invisibiliza as narrativas e expressões artístico-culturais subalternizadas. Neste sentido, propõe-se a mediação de círculos de leitura literária, subsidiados pela sequência expandida de Cosson (2016), e a realização de oficinas de escrita criativa, objetivando a produção autoral dos alunos. Para tal, partimos da noção de “Escrevivência” (Evaristo, 2020), que concebe a escrita como gesto de resistência, memória e pertencimento coletivo e o adaptamos à produção poética. Deste modo, entendemos a literatura como uma “arte do fazer”, na perspectiva de Michel de Certeau (1994), e afirmamos que por meio dela disputa-se o poder cultural e simbólico no espaço urbano, operando as táticas possíveis de resistência. O projeto busca desenvolver práticas pedagógicas a partir dos círculos de leitura e produção textual que ressignifiquem a experiência literária no espaço escolar, com o intuito de transcender seus muros. Como resultado das oficinas, pretende-se a produção de fanzines, nos quais trabalharemos com o gênero lírico. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa de carácter interventivo, com base na pesquisa-ação, por meio de observação participante, registros em diários de campo e análise das produções autorais dos estudantes. A pesquisa articula conceitos dos estudos sobre ensino de literatura e formação do leitor (Candido, 1995; Petit, 2009a, 2009b; Pinheiro; Nóbrega, 2006) com estudos sociais sobre as classes subalternas (Gramsci, 2002; Benjamin, 2012; Certeau, 1994; Holloway, 2013), perpassando pela estética da recepção, sobretudo a partir de Iser (1999), cuja noção de “jogo do texto” orienta a compreensão da leitura como inserção ativa entre texto e leitor, possibilitando que os alunos se constituam como sujeitos críticos e criadores de sentido. Este estudo aborda ainda as ideias de Paulo Freire (2001, 2002), João Wanderley Geraldi (2010) e Jorge Larrosa Bondía (2002), no que convergem sobre a rejeição de uma educação meramente técnica ou instrumental e a defesa de uma educação humanizadora. Neste sentido, concebe-se a aula de literatura como acontecimento e experiência dialógica, que possibilita fazer da leitura e da escrita práticas sociais de emancipação, capazes de reinscrever no espaço público as vozes historicamente silenciadas. Ao promover de forma crítica os círculos de leitura literária e as oficinas de escrita autoral de poesia, esta proposta intenta reposicionar os estudantes como agentes da linguagem e da criação, desafiando a lógica reprodutora ainda presente nas escolas brasileiras.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2331141 - MARCIO FERREIRA DA SILVA
Interno(a) - 3284162 - ADNA DE ALMEIDA LOPES
Externo(a) à Instituição - MARIA BETANIA DA ROCHA DE OLIVEIRA - UNEAL
Notícia cadastrada em: 25/05/2026 10:43
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