Por Mais Vozes: a presença de docentes negras na Universidade Federal de Alagoas
Mulheres negras; docência universitária; desigualdade racial; interseccionalidade; racismo estrutural.
A docência no ensino superior brasileiro é marcada por desigualdades estruturais, resultado de um sistema profundamente atravessado por racismo, colonialismo e capitalismo. Sob uma perspectiva interseccional de gênero e raça, observa-se que mulheres negras permanecem sub-representadas e enfrentam múltiplas opressões que afetam negativamente sua permanência, saúde mental e bem-estar. Este estudo analisa o corpo docente feminino da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - Campus Arapiraca. O objetivo é investigar a presença de mulheres negras e identificar os fatores demográficos, institucionais e pessoais que influenciam suas trajetórias, atuação e permanência. Essa análise é fundamental para subsidiar políticas públicas e ações institucionais que promovam a equidade racial e de gênero. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, de natureza comparativa e descritiva. A metodologia combina levantamento de dados bibliográficos e análise documental de legislações e documentos institucionais da UFAL. Para a coleta de dados primários, será utilizado um questionário via Google Forms, aplicado a uma amostra de 108 mulheres docentes do Campus Arapiraca, no período de setembro a outubro de 2025. Complementarmente, serão analisados dados secundários do site oficial da UFAL e dos currículos registrados na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os resultados esperados incluem a ampliação do debate sobre igualdade de oportunidades e a proposição de medidas que favoreçam a inclusão e a valorização das mulheres negras na academia.