ENVELHECIMENTO ATIVO E UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE:
PANORAMA DA POLÍTICA ORGANIZACIONAL DE INCLUSÃO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Envelhecimento, Terceira idade, Universidade Aberta à Terceira Idade.
Considerando o envelhecimento populacional no Brasil e o aumento da expectativa de vida, a
população idosa tornou-se um grupo social que não pode ser ignorado. Nesse sentido,
promover o envelhecimento ativo por meio de ações institucionais é crucial para a inclusão,
integração e participação social. Para tanto, a relação universidade-sociedade serve para
mitigar a desigualdade social, e a implementação de programas universitários voltados para
idosos, particularmente aqueles baseados na extensão, é resultado de uma maior
conscientização sobre o declínio na qualidade de vida vivenciada por esse grupo demográfico.
Logo, o presente estudo teve como objetivo investigar como a Universidade Aberta à Terceira
Idade contribui para a melhoria das condições de envelhecimento de indivíduos da terceira
idade. Para atingir os objetivos, foi realizada uma pesquisa qualitativa de natureza descritiva
por meio de entrevistas e coleta de dados através de análise documental e de Sistema de
Informação. O processamento das informações foi feito a partir da análise de conteúdo e
categorial. Nesse sentido, a presente investigação revelou que o número de ações de extensão
voltadas para a Terceira Idade desenvolvidos pela UFAL ainda é extremamente pequeno,
tendo em vista que foram menos de 30 ações registradas, considerando o período analisado de
5 anos, o que demonstra a necessidade da busca por um ambiente mais amigo do idoso, de
maior ênfase e valorização da pessoa idosa na promoção de saúde e bem-estar, educação e
qualidade. Outro ponto importante identificado na pesquisa é que a preparação para os atores
que lidarão com o público da terceira idade ainda é muito restrita aos cursos na área de saúde.
Tudo isso reforça que não existe uma colaboração interdisciplinar de forma mais consolidada
na instituição. Por outro lado, na percepção dos envelhecentes que frequentam a UnATI,
muitos são os benefícios (físico e mental) como fruto das atividades desenvolvidas. Todos
afirmaram ser bem acolhidos pela equipe do IEFE que conduz a Universidade Aberta e do
GPMI, além de perceberem que o ambiente favorece a integração e socialização entre os
participantes. Entretanto, dificuldades na logística, acompanhamento médico pelo HU e
carência de voluntários para o programa tem sido algumas das barreiras que dificultam o
andamento das ações.