AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA DA UFAL: O PAPEL DAS EMENDAS PARLAMENTARES COMO INCREMENTO ORÇAMENTÁRIO
emendas parlamentares; eficiência; Universidade Federal de Alagoas; análise envoltória de
dados.
O presente trabalho insere-se na linha de pesquisa de Administração Pública com contribuições para a discussão sobre eficiência no uso de recursos públicos. Tem como objetivo analisar a eficiência orçamentária da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) nos indicadores de desempenho institucional. Para atingir o objetivo,
foi realizada uma pesquisa quantitativa, de natureza descritiva e explicativa. A estratégia principal foi a aplicação da técnica Análise Envoltória de Dados (DEA). Os dados secundários foram coletados de fontes oficiais do governo e dos Relatórios de Gestão da UFAL para o período de 2015 a 2024. Como insumos foram utilizados os recursos discricionários identificados por RP2, RP6 e RP7. Já os produtos foram categorizados em três indicadores multidimensionais: Indicador de Extensão Universitária (IEX), Indicador de Permanência Estudantil (IPE) e Indicação de Valorização do Servidor (IVS). Quanto ao modelo DEA utilizado foi do tipo VRS (Retornos Variáveis de Escala) com orientação a produtos. Os resultados mostraram que a eficiência orçamentária da UFAL é influenciada de maneira heterogênea. No IEX, a DMU2023 - apesar de seu baixo aporte de recursos - figurou como benchmark para a maioria dos anos ineficientes. No IPE, as emendas geraram ganhos marginais a partir de 2020, com destaque para os anos de 2018, 2021 e 2022 como referências múltiplas. Já para o IVS, não foi identificada correlação significativa entre os recursos e a eficiência. O estudo confirmou a tese de que maior dotação orçamentária não implica maior eficiência conforme evidenciado pelas correlações negativas fortes no IEX (-0.903) e no IPE (-0.721), chegando à conclusão de que o simples aporte de recursos não garante eficiência orçamentária.