EXPLORANDO OS IMPACTOS DA BIOINVASÃO: O ENSINO INVESTIGATIVO DO CARACOL AFRICANO (LISSACHATINA FULICA) UTILIZANDO A METODOLOGIA 5E
invasões biológicas, Lissachatina fulica, metodologia 5E
Invasões biológicas são fenômenos de transporte de organismos levados por ações antrópicas de
maneira intencional ou não para fora de sua distribuição natural. Esses fenômenos podem causar
diversas consequências para o ecossistema em que a espécie invasora se estabelece, sendo uma
das principais ameaças à biodiversidade global. Uma dessas espécies que se estabeleceu em
diversas partes do Brasil é o caracol-gigante-africano Lissachatina fulica. A espécie está presente
em muitas regiões da cidade de Arapiraca e já se estabeleceu em muitas casas, jardins e escolas.
Mesmo bem estabelecida, de maneira geral a população, inclusive estudantes, desconhecem que a
espécie é invasora e as possíveis consequências de sua introdução. Desse modo, o objetivo geral
desse trabalho é compreender como a metodologia 5E pode apoiar os estudantes na aprendizagem
sobre as consequências das invasões biológicas para o equilíbrio dos ecossistemas, utilizando o
caso do caracol africano Lissachatina fulica como contexto de estudo. para tanto, criou-se uma
sequência didática investigativa baseada na metodologia 5E com o intuito de descobrir as
concepções prévias dos estudantes sobre a espécie invasora em questão e desenvolver nos
estudantes habilidades investigativas ao mesmo tempo em que favorece a aprendizagem dos
estudantes sobre as possíveis consequências da introdução de L. fulica no Brasil e as
consequências que as invasões biológicas podem causar. Essa pesquisa utiliza a abordagem
quanti-qualitativa, de natureza aplicada, descritiva quanto aos objetivos, e do tipo pesquisa-ação
quanto aos procedimentos. Foi aplicada em uma turma de 1ª série do Ensino Médio ao longo de 6
aulas de 50 minutos. Para a coleta de dados foram utilizados a observação e questionários e para
a análise de dados foi utilizada a Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados parciais revelam
que poucos estudantes conheciam a história da introdução da espécie no Brasil e que os aspectos
que eles mais aprenderam sobre a espécie foram suas características reprodutivas, que são
invasores biológicos no Brasil, que podem transmitir doenças e prejudicar plantações.