Banca de QUALIFICAÇÃO: ZAYR CLAUDIO GOMES DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ZAYR CLAUDIO GOMES DA SILVA
DATA : 01/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

UNIVERSALIDADE DA INFORMAÇÃO: A PARTIR DO PENSAMENTO DE MICHEL SERRES


PALAVRAS-CHAVES:

Filosofia. Informação. Michel Serres. Universalidade da Informação. Filosofia Contemporânea.  


PÁGINAS: 66
RESUMO:

Em 2014, o matemático e filósofo francês Michel Serres proferiu a conferência “L'information et la pensée” no evento conjunto da Conferência Anual da Sociedade Europeia de Filosofia e do Fórum de Filosofia Europeia. Enquanto recorte da pesquisa, nosso objetivo principal é explorar essa proposta filosófica de M. Serres, onde ele questiona se o “pensamento não é pelo menos efetuar estas quatro operações: receber, emitir, armazenar e processar informação como todas as outras coisas”. A partir desse problema filosófico proposto por M. Serres, temos como pressuposto geral de pesquisa o que estamos chamando de “universalidade da informação”. Metodologicamente, suspendemos essa noção de universalidade de informação para mapear, primeiro, alguns fundamentos históricos, filosóficos e científicos acerca da informação, e, seguida, explorar a versão textual daquela conferência dada por Michel Serres, que foi traduzida para a língua inglesa como capítulo de livro publicado em 2017. Até o momento, buscamos os seguintes fundamentos: a historiografia etimológica da informação de Rafael Capurro; as bases científicas da entropia e neguentropia informacional, de C. Shannon e W. Weaver até Léon Brillouin; e a comunicação animal e tecnológica em Norbert Wiener. Logo, a partir dessa fundamentação e suspensão do problema filosófico em questão, nosso mapeamento mostra algumas interdimensões da universalidade da informação a partir do pensamento de Michel Serres. Primeiro, o pensamento serreano provoca uma descontinuidade da ontologia e da epistemologia informacionais, postulando um conhecimento filosófico-científico que se distancia de sua dualidade entre forma e matéria, ou sujeito e objeto. Segundo, uma inversão teórica (da entropia à neguentropia) que possibilita a invenção do “socius” que media qualquer tipo de comunicação a favor da raridade informacional, como crítica à noção de “desinformação” baseada na comunicação midiática atual. E, por fim, uma reviravolta na epistemologia informacional, onde o pensamento literário cheio de in-form-ações materiais e brilhantes apresenta redes que tanto a razão platônica em busca da verdade solar quanto a racionalidade transcendental do ego kantiano desconhecem. Portanto, a priori, podemos dizer que o pensamento informacional de M. Serres demonstra como as distinções tradicionais entre ser vivo e não-vivo, simbólico e material, individual e coletivo, humano e não-humano colapsam quando aplicamos o critério da informação universalmente, como algo comum a tudo que existe entre relações de existência, poder e comportamento. Pois, conforme pretendemos mostrar, a informação é algo que atravessa tudo que é dito por meio do nosso conhecimento, mediante às coisas e perante ao mundo em todo o universo. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - GUSTAVO SILVA SALDANHA - UNIRIO
Presidente - 1822493 - CRISTINA AMARO VIANA
Interno(a) - 2996659 - JULIELE MARIA SIEVERS
Notícia cadastrada em: 01/06/2026 21:19
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