Banca de DEFESA: JOÃO VICTOR OLIVEIRA NASCIMENTO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOÃO VICTOR OLIVEIRA NASCIMENTO DA SILVA
DATA : 19/03/2024
HORA: 10:15
LOCAL: Sala de Aula do PPGRHS
TÍTULO:

PROCESSO SEMICONTÍNUO DE TRATAMENTO AVANÇADO DO SORO DO LEITE UTILIZANDO CONSÓRCIO MICROALGA E FUNGO FILAMENTOSO EM REATOR AERADO


PALAVRAS-CHAVES:

Biorremediação, consórcio  microalga-fungo, semicontínuo, soro do leite


PÁGINAS: 93
RESUMO:

Estima-se que até 10 L de soro do leite pode ser gerado por quilo de queijo processado e que há um significativo potencial poluidor em termos de Demanda Química de Oxigênio (DQO), Nitrogênio Total (NT) e Fósforo Total (FT). O tratamento biológico de efluentes é um dos métodos mais utilizados para o soro do leite, seja aeróbio que anaeróbio, visto sua alta biodegradabilidade. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar o tratamento de soro do leite (com ênfase no tratamento terciário) em reator aerado utilizando a simbiose microalga-fungo filamentoso (Tetradesmus obliquus LCE-01 e o Cunninghamella echinulata) em distintas cargas orgânicas e modo de operação (descontínuo e semicontínuo). Os reatores foram operados com taxa de aeração de 1,5 vvm, agitados pneumaticamente, a 30-35ºC, avaliando-se sob intensidade luminosa de 100 µmol·m-2·s-1. No modo semicontínuo utilizou-se taxas de reposição volumétrica - TRVs de 40 e 60%. O soro do leite caracterizada previamente possuía valores de DQO 67.014,48 mg·L-1, NT 1.377,05 mg·L-1 e FT 625,60 mg·L-1. Após o tratamento secundário (principal) biológico, realizado com a co-cultura, obteve-se reduções na ordem de 96,94% para DQO, 97,97% para NT e 95,93% para FT em duas etapas sequenciais e 10 dias totais de operação. Após isso, análises de tratamento avançado utilizando 3 cargas (C1 > C2 > C3) com teores na faixa entre 1.176,32- 6.355,60 mg·L-1 para DQO, 21,90-77,32 mg·L-1 NT e 21,95-52,61 mg·L-1 para FT foram avaliados. Os estudos preliminares, (com relação DQO:N:P = 50), apontaram limitação de nitrogênio, mesmo com razoável remoção de DQO, NT e FT (mas dentro do exigido pela legislação); o que possibilitou continuar o estudo em diferentes relações DQO:N:P buscando melhores as performances obtidas. Dessa forma, na etapa seguinte foram realizados novos experimentos com ajuste da relação DQO:N para valores de 20, 30 e 40 em cargas orgânicas C2 (teores iniciais para DQO de 2370,46      ± 26,73, e NT de 37,78 ± 1,88 e FT de 21,95 ± 0,11 mg·L-1) e C3 (teores iniciais para DQO de 1176,32 ± 8,91, NT de 21,97 ± 0,03 e FT de 12,32 ± 0,07 mg·L-1) e mostrou-se que de fato havia limitação de nitrogênio na condição anterior, alcançando maiores remoções de DQO e FT, com melhor relação DQO:N:P entre 20-30. No modo semicontínuo em DQO:N:P = 20, obteve-se para TRVs de 40 e 60% remoções máximas e iguais a 84,92% para DQO, 99,41% para FT e 84,44% para NT. Apenas a condição com C2 e TRV de 60% que mostrou um residual de NT (devido a suplementação) estando fora do exigido pela legislação, mas para C2 em TRV de 40% e C3 em TRVs de 40 e 60% o processo poderia operar de modo satisfatório atendendo a legislação. Houve produção de lodo microbiano com potencialidade (1-2 g.L-1) e estabilização do pH durante o tratamento (sem necessidade de ajuste).


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 3081569 - CARLOS EDUARDO DE FARIAS SILVA
Interno(a) - 1644323 - KARINA RIBEIRO SALOMON
Externo(a) à Instituição - BRIGIDA MARIA VILLAR DA GAMA - UFAL
Externo(a) à Instituição - GEORGIA NAYANE SILVA BELO GOIS
Notícia cadastrada em: 14/03/2024 12:00
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