Banca de DEFESA: MARCÍLIO FERREIRA DE MELO NETO



Uma banca de DEFESA DE MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: MARCÍLIO FERREIRA DE MELO NETO
DATA: 17/09/2020
HORA: 13:00
LOCAL: ICBS
TÍTULO:

Alterações na microbiota intestinal em modelo experimental de menopausa e sua relação com a dieta rica em frutose


RESUMO:

Neste estudo, foram avaliadas alterações na microbiota intestinal (MI) em função da menopausa e sua associação com dieta rica em frutose. Ratas Wistar adultas foram submetidas à ovariectomia (ovx; um modelo experimental de menopausa) ou cirurgia sham (controle) e divididas em 4 grupos: ratas alimentadas com dieta rica em frutose (solução a 10% na água de beber; sham-F e ovx-F ) e ratas alimentadas com dieta controle (água potável; sham-C e ovx-C). Um grama de fezes foi coletado imediatamente antes da cirurgia (T0), na 4ª (T4), 8ª (T8) e 12ª (T12) semanas subsequentes. As fezes foram processadas e cultivadas em ágar sangue 5%, em duplicata, para incubação (24h; 36 °C). A contagem manual das unidades formadoras de colônias (UFCs) foi realizada e 10 colônias de cada cultura foram subcultivadas aleatoriamente em ágar de infusão de cérebro-coração para análise quantitativa e qualitativa. A análise bioquímica foi realizada em cocos Gram-positivos (CGP) e bacilos Gram-negativos (BGN). Two-way ANOVA para medidas repetidas (RM) seguido por Student Newman-Keuls (SNK); One-way ANOVA RM ou Friedman RM ANOVA on Ranks seguido por SNK ou Dunnett's; Two-way ANOVA seguido por SNK ou Kruskal-Wallis One-way ANOVA on Ranks seguido por Dunn's; e o teste exato de Fisher foram utilizados. O nível de significância considerado foi p<0,05. Em T0, a quantidade de UFCs observada entre os grupos foi semelhante. Diferentemente, de T4 a T12, os grupos alimentados com frutose apresentaram maior número de UFCs em relação aos seus respectivos controles (p <0,05). De forma interessante, o grupo sham-F apresentou várias placas incontáveis (quantidade extremamente alta de UFCs), em que a razão de probabilidade de ocorrência foi de 16,1 vezes maior em sham-F comparado a sham-C. Em contraste, ovx-F apresentou apenas 1 placa incontável em T4, exibindo novamente apenas em T12 (n = 6), o que reflete o fato de que ovx-F não apresentou diferença na probabilidade de apresentar para placas incontáveis até T12 comparado a ovx-C. Além disso, a razão da probabilidade de ovx-F apresentar placas incontáveis foi 0,09 menor comparado a sham-F. Do total de 1.320 isolados (T0 a T12) obtidos, 971 isolados eram CGP, 222 bacilos Gram-positivos (BGP), 98 BGN, 22 cocos Gram-negativos (CGN) e 7 leveduras (L), sendo estas últimas observadas apenas nos grupos ovx. Exceto para os grupos alimentados com frutose em T4, a maioria dos isolados foram CGP (pelo menos 55%) em todos os grupos. Além disso, em comparação com T0, todos os grupos, exceto ovx-C, tiveram aumento considerável em BGP, CGN e/ou BGN em T4 (p <0,05). A análise bioquímica de CGP revelou que os microrganismos comensais constituíram pelo menos 80% em todos os grupos em qualquer momento, exceto para ovx-F em T8, no qual representou 52,1%. Do total de 67 isolados recuperados de BGN, 49 isolados eram fermentadores, 3 isolados eram não-fermentadores e 15 isolados não cresceram em MacConkey. A maioria dos BGN foi obtida em T4 (n = 51, onde 48 eram fermentadores, dos quais 32 foram detectados no grupos ovx). Todos os isolados não fermentadores (n=3) foram negativos em ágar cetrimide, portanto, negativos para Pseudomonas aeruginosa. Apesar dessas variações percentuais, não foram observadas diferenças estatísticas entre os grupos para as análises bioquímicas de CGP ou BGN. Ratas alimentadas com frutose ingeriram mais solução e menos ração que seus respectivos controles (p <0,05). Além disso, como esperado, os grupos ovx tiveram maior ganho de peso corporal (PC) em comparação com os grupos sham (p <0,05). No entanto, nenhuma diferença foi observada no ganho de PC devido à ingestão de frutose. Sumarizando, a ingestão crônica de frutose aumentou as UFCs em ratas sham e ovx, porém a ovariectomia evitou a ocorrência de supercrescimento de UFCs. O percentual de BGP aumentou em ratas alimentadas com frutose a partir do T4; enquanto o aumento do BGN e/ou CGN ocorreu apenas em T4 em todos os grupos. Além disso, tais alterações na MI parecem ser independentes do ganho de PC. Os dados aqui apresentados sugerem que a ovariectomia atenuou o crescimento excessivo de UFCs, mesmo quando associada à alimentação com frutose. Apesar disso, de forma geral, as demais alterações observadas na MI em função da dieta rica em frutose são em maioria similares entre ratas intactas e ovariectomizadas.


PALAVRAS-CHAVE:

menopausa; doenças metabólicas; fructose; microbiota intestinal; disbiose; dieta


PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2158075 - PRISCILA DA SILVA GUIMARÃES
Externo(a) ao Programa - 3159231 - LUCIANA COSTA MELO
Externo(a) à Instituição - CRISTIANE MONTEIRO DA CRUZ - CESMAC
Notícia cadastrada em: 28/08/2020 11:06
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