PPGCS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA LUCIA MENDES DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LUCIA MENDES DA SILVA
DATA : 15/12/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:
EFEITOS DO UVAOL EM CÉLULAS TROFOBLÁSTICAS NA CORIOAMNIONITE
INDUZIDA PELO ESTREPTOCOCO DO GRUPO B

PALAVRAS-CHAVES:
Placenta; Inflamação; Coriomanionite; Estreptococos do grupo B;
Uvaol

PÁGINAS: 89
RESUMO:
Introdução: O Estreptococos do grupo B (GBS) está associado com o
desenvolvimento de sérias complicações durante a gravidez, como sepse materna,
corioamnionite, prematuridade, sepse neonatal e alterações do
neurodesenvolvimento. A corioamnionite induzida por GBS leva a alterações nas
células trofoblásticas, com a produção de mediadores inflamatórios que podem
modificar a maneira como elas interagem dentro do microambiente placentário,
sobretudo com as células endoteliais, provocando a modificação da estrutura vascular
placentária em mulheres grávidas devido a produção anormal de mediadores
angiogênicos. Não existe nenhuma profilaxia para os efeitos deletérios causados pela
infecção por GBS. Sabendo que a alimentação materna influencia diretamente na
gestação, avaliamos se o uvaol, um triterpeno presente no azeite de oliva, poderia ser
utilizado de maneira preventiva, utilizando diferentes modelos in vitro. Objetivo:
Investigar se o uvaol previne alterações celulares provocadas pela incubação de GBS
in vitro. Metodologia: A linhagem celular HTR-8SV/neo e explantes de vilosidades
coriônicas receberam o pré-tratamento com uvaol e foram expostas a uma
concentração não letal de GBS inativado (106 CFU), confirmada por MTT e marcação
por anexina V e iodeto de propídeo. As células HTR-8SV/neo foram avaliadas quanto
a sua composição bioquímica por espectroscopia Raman; morfologia por meio da
marcação com faloidina-fluoresceína; produção de espécies reativas de oxigênio
mitocondriais; produção de citocinas por citometria de fluxo; fagocitose por coloração
de Giemsa; migração por ensaio de ferida in vitro; invasão endotelial por cocultura 3D
com células Ea.hy926; e produção de fatores angiogênicos por citometria de fluxo. Os
explantes placentários foram avaliados por MTT e sua produção de fatores
angiogênicos por citometria de fluxo. Resultados: Apesar de não alterar a viabilidade
das células HTR-8SV/neo, o GBS modificou o citoesqueleto e a composição
bioquímica. O GBS aumentou a produção de IL-1β (p < 0,05) e IFN-γ (p < 0,001) e o
estresse oxidativo, além de promover fagocitose. A migração e a invasão celular
apresentaram redução após incubação com GBS. A exposição ao GBS levou ao
aumento da produção de CXCL-8 (p < 0,01) e IL-6 (p < 0,05) no modelo de invasão
endotelial 3D, enquanto o uvaol evitou o referido aumento (ambos p < 0,05). Com
relação aos explantes placentários, o mesmo efeito foi observado. O tratamento com
Uvaol provou-se eficaz por prevenir grande parte das alterações causadas pela
incubação com o GBS, apresentando importante potencial profilático. Conclusões:
Mesmo em uma concentração não letal, a presença de GBS inativado causou
inflamação, redução da motilidade trofoblástica e aumento da procução de CXCL-8 e
IL-6, fatores que participam da desregulação vascular observada em várias doenças
e que, podem ser desencadeadas por infecção placentária por GBS. Devido seu efeito
protetor, é possível que o uvaol seja uma alternativa para prevenir os efeitos deletérios
provocados pelo GBS na interface materno-fetal. 

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2151027 - ALEXANDRE URBAN BORBELY
Interno - 2579081 - DANIEL LEITE GOES GITAI
Interna - 2270384 - MARIA DANIELMA DOS SANTOS REIS
Notícia cadastrada em: 06/12/2021 12:19
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