Banca de DEFESA: FERNANDA MARIA ARAUJO DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDA MARIA ARAUJO DE SOUZA
DATA : 01/04/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, ICBS
TÍTULO:

VALIDAÇÃO DE UM NOVO MODELO ANIMAL NO ESTUDO DA ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM CAMUNDONGOS INDUZIDO POR UMA DOSE ÚNICA DE PILOCARPINA 


PALAVRAS-CHAVES:

Modelo animal. Ansiedade. Depressão. Validação farmacológica. Murinos. Pilocarpina.


PÁGINAS: 79
RESUMO:

Os modelos animais utilizados para o estudo dos transtornos de ansiedade e depressão são ferramentas importantes para a compreensão da fisiopatologia e desenvolvimento de novas terapias farmacológicas. Recentemente, estudos têm demonstrado que doses subconvulsivantes de pilocarpina (PILO; agonista não seletivo dos receptores muscarínicos) produz um comportamento do tipo ansiogênico de curta e longa duração em ratos Wistar machos. Nosso grupo de pesquisa estendeu estes dados ao demonstrar que camundongos Swiss (de ambos os sexos) apresentam um comportamento do tipo ansiogênico e depressivo após o tratamento sistêmico de PILO (75 mg/Kg); sendo as fêmeas mais responsivas aos efeitos a longo prazo. Esta pesquisa se propôs a realizar a validação farmacológica deste novo modelo animal de ansiedade e depressão, induzido após administração de uma única dose de PILO, em camundongos fêmeas. Além disso, investigar as alterações nos níveis sorológicos de corticosterona e na neurogeneração hipocampal. Para a validade farmacológica, camundongos Swiss fêmeas foram tratados com PILO (75 mg/Kg, i.p.) e 24 horas ou por 30 dias seguidos foram tratados com diazepam (DZP; 1,5 mg/Kg, i.p.) ou fluoxetina (FLU; 10 mg/Kg, i.p.). Os efeitos a curto (24h) e a longo (30d) prazo dos tratamentos nos comportamentos relacionados com medo, ansiedade e depressão foram observados nos testes do labirinto em cruz elevado (LCE) e do nado forçado (NF), respectivamente. A atividade locomotora espontânea dos animais foi avaliada no campo aberto (CA). Posteriormente aos testes, o sangue e o cérebro dos animais foram coletados para as análises dos níveis sorológicos de corticosterona e da neurodegeneração hipocampal (por Fluoro-Jade C; FJ-C). Como resultados, observamos que o tratamento com DZP bloqueou o comportamento do tipo ansiogênico a curto e a longo prazo (e.g., aumentou o tempo e o número de entradas nos braços abertos, como também diminuiu o protected Stretched attend posture no LCE) induzido por PILO, mas não o comportamento do tipo depressivo no NF.  O tratamento com fluoxetina foi capaz de bloquear o comportamento do tipo ansiogênico (e.g., aumentou o tempo e o número de entradas dos braços, como também diminuiu o protected Stretched attend posture no LCE) e depressivo (e.g., diminuiu o tempo de imobilidade no NF) induzidos por PILO, somente a longo prazo. Os animais tratados com PILO e posteriormente com DZP ou FLU não apresentaram alteração na locomoção espontânea no CA. O tratamento com PILO aumentou os níveis sorológicos de corticosterona a curto prazo, com uma tendência para o aumento a longo prazo. Após 24h ou 30d, os animais tratados com PILO não apresentaram neurodegeneração (FJ-C-) hipocampal. Estes resultados sugerem um perfil do tipo ansiogênico e depressivo induzidos após a administração única de PILO, sensíveis aos tratamentos com ansiolítico e antidepressivo padrões. A inclusão de animais fêmeas apresentando um perfil similar ao encontrado na clínica médica é de extrema importância. Com isso, nossos dados contribuem fortemente para a validade farmacológica deste novo modelo animal no estudo da ansiedade e depressão.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2579081 - DANIEL LEITE GOES GITAI
Externa à Instituição - Elaine Cristina Gavioli - UFRN
Externo à Instituição - FILIPE SILVEIRA DUARTE - UFPE
Presidente - 2033893 - MARCELO DUZZIONI
Interno - 1974414 - OLAGIDE WAGNER DE CASTRO
Notícia cadastrada em: 04/03/2022 20:13
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