Banca de QUALIFICAÇÃO: MONALY LIMA DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MONALY LIMA DE OLIVEIRA
DATA : 18/07/2022
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

Tratamento da osteoartrite da articulação temporomandibular: revisão sistemática da literatura e avaliação dos efeitos da sinvastatina sobre osteoblastos humanos in vitro


PALAVRAS-CHAVES:

Tratamento Farmacológico. Osteoartrite. Articulação Temporomandibular. Sinvastatina. Osteoblastos.


PÁGINAS: 149
RESUMO:

A osteoartrite da articulação temporomandibular (OA-ATM) é uma doença degenerativa de caráter focal, crônico e não-infeccioso, estando associada a remodelação do osso subcondral com desregulação funcional dos osteoblastos. Estudos sugerem que as estatinas são candidatas promissoras a novos medicamentos para a osteoartrite devido a seus efeitos na modulação da resposta inflamatória. Diante disso, o presente estudo objetivou realizar uma revisão sistemática da literatura científica visando responder quais seriam os fármacos disponíveis para o tratamento da osteoartrite. Além disso, buscou-se ainda utilizar uma abordagem experimental para avaliar os efeitos in vitro da sinvastatina sobre osteoblastos humanos. Para a revisão sistemática foi utilizada estratégias de busca nas bases de dados MEDLINE, Cochrane Central, Web of Science, BBO e EMBASE até junho de 2021. Após análise dos resumos, e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 6 estudos atenderam os critérios de elegibilidade estabelecidos. A avaliação metodológica foi realizada pela Escala de Jadad, a análise quanto ao risco de viés foi determinada pela tabela para risco de viés, e análise da evidência foi determinada pela ferramenta GRADE. A análise dos trabalhos revelou que o tratamento farmacológico causou uma diminuição da intensidade da dor em todos os estudos, assim como a redução nos ruídos da ATM em 50% dos estudos clínicos com pacientes com OA. Na abordagem experimental do presente estudo, foi utilizado a linhagem de osteoblastos humanas MG-63 para avaliar in vitro os efeitos da sinvastatina. Nossos resultados demonstraram que as concentrações de 1-10 μM de sinvastatina não afetaram a viabilidade celular dos osteoblastos. Entretanto, ao ser avaliada a morfologia dos osteoblastos, observou-se que a sinvastatina alterou a morfologia das células à medida que o formato polarizado foi sendo substituído pelo aumento do número de células com perfil arredondado. Esta alteração na morfologia também foi observada quando as células foram estimuladas com LPS. Entretanto, ao avaliar a capacidade fagocítica destas células, o tratamento com sinvastatina não foi capaz de induzir/alterar a fagocitose de partículas de zimosan. Em outro conjunto experimental, a produção de óxido nítrico por osteoblastos estimulado por LPS foi inibido pelo tratamento com sinvastatina. Em conjunto, os resultados deste estudo demonstram que a literatura científica reunida na revisão sistemática apresenta alternativas terapêuticas que suportam a melhora da dor e dos ruídos da OA-ATM. Entretanto, estudos com variáveis e métodos padronizados detalhados se fazem necessários a fim de reduzir o risco de viés encontrado, podendo comprometer a conclusão de determinada opção terapêutica para a prática clínica. Além disso, enfatiza-se a importância da correlação de estudos clínicos com biomarcadores avaliados in vitro que possam contribuir com a análise de fármacos visando a prevenção e/ou estagnação da progressão da OA-ATM. Diante disso, demonstramos in vitro que a sinvastatina se mostrou como uma promissora candidata a fármaco modulador de algumas funções de osteoblastos, indicando potencial para uso clínico na OA-ATM.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1298235 - EMILIANO DE OLIVEIRA BARRETO
Interno - 1544773 - TIAGO GOMES DE ANDRADE
Externa ao Programa - 1573437 - ANDREIA ESPINDOLA VIEIRA RIBEIRO
Notícia cadastrada em: 05/07/2022 13:27
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