Banca de QUALIFICAÇÃO: DENISE MACEDO DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DENISE MACEDO DA SILVA
DATA : 07/11/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Virtual
TÍTULO:

ANÁLISE DA ASSOCIAÇÃO DOS POLIMORFISMOS DOS GENES TLR4 896 A>G (rs4986790) E iNOS -1173 C>T (rs9282799) COM A SUSCEPTIBILIDADE AO CÂNCER CERVICAL EM MULHERES INFECTADAS PELO HPV EM UMA AMOSTRA DA POPULAÇÃO DE ALAGOAS, BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Polimorfismo. Câncer cervical. HPV


PÁGINAS: 135
RESUMO:

O câncer do colo do útero se configura como uma das principais causas de morte entre
mulheres no mundo, representando o quarto tipo mais frequente e a quarta maior causa de
morte por câncer na população feminina mundial. Além disso, fatores imunológicos e
genéticos, como os Polimorfismos de Nucleotídeo Simples (SNPs) presentes em genes do
hospedeiro podem desempenhar uma importante função na eliminação do vírus ou na
susceptibilidade ao câncer cervical, como os SNPs em genes do receptor Toll-like 4 (TLR4) e
da Óxido Nítrico Sintase Induzível (iNOS). Diante do exposto, o presente estudo tem como
objetivo avaliar a influência dos polimorfismos dos genes TRL4 896A>G (rs4986790) e
iNOS -1173C>T (rs9282799) na susceptibilidade ao câncer cervical em mulheres infectadas

pelo HPV em uma amostra da população de Alagoas. Trata-se de um estudo do tipo caso-
controle, onde foram genotipadas 99 amostras para o gene TLR4 (72 controles saudáveis, 27

casos de câncer cervical HPV+) e 120 amostras para iNOS (82 controles saudáveis, 38 casos
de câncer cervical HPV+) por meio da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em
tempo real. Os resultados referentes ao SNP 896A>G no gene TLR4 mostraram uma
diferença estatisticamente significativa na comparação das frequências alélicas e genotípicas,
onde o alelo G (p=0,015; OR com 95% IC=5,875 [1,414-24,405]) e o genótipo A/G foram
associados ao aumento do risco de câncer cervical (p=0,012; OR com 95% IC=6,571 [1,512-
28,565]). Isso demonstra que ao comparar o genótipo ancestral A/A com o heterozigoto A/G a
presença de um alelo G foi suficiente para aumentar o risco. O poder amostral foi de 100%.
Os resultados da meta-análise do polimorfismo TLR4 896A>G realizados neste trabalho não
demonstraram associações significativas, divergindo dos resultados encontrados na população
do agreste alagoano. Tal fato pode ser explicado devido à escassez de estudos de associação
entre o SNP TLR4 896 A>G (rs4986790) e o câncer cervical, assim como o baixo número
amostral dos estudos incluídos na meta-análise. Na análise geral da correlação entre o
polimorfismo no gene iNOS e o câncer cervical, nenhuma associação foi encontrada. O
genótipo raro -1173T/T não foi identificado em nenhum grupo e o heterozigoto -1173T/C
apresentou uma baixa frequência nessa população. Pode-se concluir que o alelo G no SNP
TLR4 896A>G representa um fator de risco para o câncer do colo uterino na população do
agreste alagoano. Na meta-análise de outras populações, não foram encontradas associações.
O SNP iNOS -1173C>T não foi associado ao câncer cervical nessa população. Entretanto, os
resultados referentes ao polimorfismo do gene iNOS -1173 C>T são inconclusivos devido ao
tamanho limitado da amostra, que apresentou um baixo poder amostral. Assim, são
necessários novos estudos com um número amostral maior a fim de elucidar a influência
desse polimorfismo no processo de carcinogênese cervical, visto que o número de estudos
atuais é limitado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1867374 - ELAINE VIRGINIA MARTINS DE SOUZA FIGUEIREDO
Externo ao Programa - 1046888 - MARCIO BEZERRA SANTOS
Externa à Instituição - ANA CAROLINE MELO DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 01/11/2022 08:47
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