Banca de DEFESA: LUCAS JOSÉ SÁ DA FONSECA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS JOSÉ SÁ DA FONSECA
DATA : 22/12/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 19 - Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde
TÍTULO:

Coexistência da Síndrome Metabólica na Artrite Reumatoide: impacto sobre o status redox sistêmico e resistência insulínica


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Artrite Reumatoide; Síndrome Metabólica; Diagnóstico Precoce; Estresse Oxidativo; Peroxidação Lipídica.


PÁGINAS: 170
RESUMO:

Introdução: a artrite reumatoide (AR) representa doença autoimune sistêmica com acometimento articular de padrão destrutivo. Em seu contexto inflamatório local (articular) e sistêmico, é marcada a participação do estresse oxidativo, condição em que o equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes é perdido, favorecendo dano celular e molecular. Indivíduos com AR estão sob risco cardiovascular aumentado, com maior prevalência de síndrome metabólica (SMet) que na população geral. Tal condição congrega diversos fatores de risco cardiometabólicos com marcado componente inflamatório sistêmico. Neste contexto multifatorial, os pontos de interseção entre AR, estresse oxidativo e SMet não são, ainda, completamente compreendidos. Objetivo: avaliar o impacto da coexistência de SMet sobre a avaliação clínica e o estado redox sistêmico em indivíduos com AR, na busca por biomarcadores auxiliares na avaliação do estado inflamatório sistêmico. Metodologia: foram selecionados 26 indivíduos controles (CT) da comunidade local e 45 voluntários com diagnóstico de AR atendidos no ambulatório de reumatologia do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas. O diagnóstico de AR foi estabelecido com base nos critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia/Liga Europeia Contra Reumatismo (ACR/EULAR, 2010) e o diagnóstico de SMet, com base naqueles definidos pela versão harmonizada de 2009. Após avaliação clínica, os voluntários foram submetidos à coleta de amostras de sangue venoso periférico para avaliação bioquímica geral e de marcadores do estado redox (as enzimas superóxido dismutase, SOD; catalase, CAT; arginase, e a quantificação dos níveis de peroxidação lipídica plasmática pelo método do TBARS). A avaliação de resistência insulínica foi feita através do cálculo do índice TyG. Resultados: houve predomínio de indivíduos do sexo feminino em ambos os grupos, com frequência de SMet de 38,5% no grupo CT e 53,4% no grupo caso. A avaliação de peroxidação lipídica plasmática demonstrou níveis mais elevados de malonildialdeído (MDA) nos indivíduos com AR em comparação aos CT, e na análise de subgrupo, a coexistência de SMet implicou concentrações mais elevadas de MDA em voluntários com AR em comparação aos CT, bem como naqueles com AR em comparação aos CT com SMet. A atividade da enzima antioxidante SOD esteve aumentada no grupo AR em comparação àquela dos CT com SMet, sem diferenças significativas para as atividades das enzimas CAT plasmática e eritrocitária e arginase plasmática. Níveis mais elevados de HDL colesterol e fosfatase alcalina foram observados no grupo AR em comparação aos CT, sem diferenças estatisticamente significativas nos demais parâmetros bioquímicos considerados, parâmetros antropométricos e de pressão arterial. As análises de subgrupo demonstraram ainda diferenças significativas entre os subgrupos CT e AR com e sem SMet para os parâmetros glicemia de jejum (menores médias para AR vs AR com SMet; CT vs AR com SMet), triglicerídeos, índice TyG (menores médias para CT vs CT com SMet; AR vs AR com SMet; CT vs AR com SMet) e pressão arterial (menores médias sistólicas para CT vs CT com SMet; maiores médias sistólicas para CT com SMet vs AR; CT com SMet vs AR com SMet). Conclusão: a despeito do uso de terapia farmacológica com efeito antioxidante, o desequilíbrio oxidativo sistêmico foi evidente nos voluntários com AR, sendo acentuado pela coexistência de SMet. A peroxidação lipídica plasmática e o índice TyG aparecem como potenciais biomarcadores adjuvantes na avaliação clínica de pacientes com AR. O rastreamento da SMet após diagnóstico de AR é fundamental para intervenção precoce sobre fatores de risco cardiovascular e consequente melhoria de desfechos articulares e cardiovasculares em pacientes com AR.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1545496 - LUIZA ANTAS RABELO
Interno(a) - 1851685 - ALANE CABRAL MENEZES DE OLIVEIRA
Externo(a) ao Programa - 1791653 - FLAVIO TELES DE FARIAS FILHO
Externo(a) ao Programa - 1120995 - SANDRA MARY LIMA VASCONCELOS
Externo(a) ao Programa - 058.526.204-75 - VALERIA NUNES DE SOUZA - UFPE
Notícia cadastrada em: 15/12/2022 17:13
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