Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIANE SOARES VIEGAS MOURA REZENDE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANE SOARES VIEGAS MOURA REZENDE
DATA : 23/03/2023
HORA: 14:30
LOCAL: Instituto de Ciências Farmacêuticas
TÍTULO:

A CORRELAÇÃO DA VITAMINA D NA FISIOPATOGENIA DA PITIRÍASE ALBA


PALAVRAS-CHAVES:

Pitiríase alba. Eczemátide. Vitamina D. Nível sérico. Hipopigmentação. 1,25(OH)Vitamina D. Diferenciação celular. Melanogênese. Melanócitos. Fisiopatogenia.

 


PÁGINAS: 47
RESUMO:

Introdução: A Pitiríase Alba (PA) é uma afecção cutânea caracterizada por manchas assintomáticas, hipopigmentadas e, levemente escamosas, com margens indistintas. A etiologia da PA não está bem estabelecida. A forma ativa da vitamina D é um secosteróide que regula o nível de cálcio, bem como o processo do metabolismo do osso, e controla a proliferação e diferenciação celular. Se o nível de cálcio intracelular diminuir, levará a altos níveis da enzima tiorredoxina reduzida, que, por sua vez, inibem a atividade da tirosinase, resultando na inibição da síntese da melanina. Objetivo: Existem poucos estudos correlacionando o efeito da hipovitaminose D com a patogênese da PA, portanto, o objetivo do nosso estudo foi correlacionar a vitamina D com a fisiopatogenia da PA. Pacientes e métodos:Tratou-se de um estudo caso-controle, aberto e não randomizado, onde foram selecionados 9 pacientes acima de 18 anos com PA diagnosticados clinicamente nos ambulatórios de Dermatologia Clínica do CER III do PAM Salgadinho em Maceió, em um período estimado de 6 meses. O grupo controle foi constituído por 9 pacientes não afetados por PA ou quaisquer outras desordens hipopigmentadas. Amostras de sangue foram coletadas de ambos os grupos (casos e controles) e os níveis séricos de 25 (OH) D circulantes foram medidos. Variáveis primárias analisadas foram os níveis séricos de vitamina D, número e tamanho das lesões, grau de despigmentação e/ou presença de eritema, região afetada e sintomatologia presente. As variáveis secundárias foram perfil demográfico dos pacientes e as variáveis terciárias foram os hábitos relacionados ao banho. Os cálculos foram realizados através do software BIOESTAT v.5.3 e pelo teste “T”de duas amostras.  Os dados foram estatisticamente analisados com o teste U de Mann-Whitney,o Teste qui-quadrado e o Teste de Fischer para as variáveis primárias, secundárias e terciárias, respectivamente. Foi utilizado o valor de alfa igual ou menor que 0,05 para rejeitar a hipótese de nulidade. Resultados: Os resultados da avaliação de vitamina D entre os casos demonstrou que nenhum deles tinha nível suficiente de vitamina D e o nível variou entre 11,1-27,5 ng/ml (média: 19,666 ± 5,099 ng/ml). Cinco pacientes (55,5%) apresentavam deficiência e quatro pacientes (44,4%) tinham insuficiência. No grupo controle, o nível variou de 11,3 a 44,7 ng/ml (média: 31,777 ± 10,195 ng/ml). Apenas 01 paciente do grupo controle (11,1%) tinha deficiência de vitamina D, 03 (33,3%) eram insuficientes e 5 (55,5%) tinha suficiência. Comparando os níveis de vitamina D de ambos os grupos, houve diferença estatisticamente significativa (p = 0,0071). No grupo caso, 3 dos 4 pacientes com grau de hipocromia intensa tinham níveis deficientes de vitamina D, sendo 1 insuficiente. Além disso, dos 6 pacientes com mais de 5 lesões de PA, metade tinha vitamina D deficiente e a outra metade níveis de insuficiência. A única paciente com mais de 10 lesões, tinha nível sérico deficiente de vitamina D. Conclusões: Observou-se que provavelmente exista um papel importante da Vitamina D na fisiopatogenia da PA. Outro achado deste estudo é que pode haver correlação entre a gravidade e extensão da PA com níveis reduzidos de Vitamina D, porém novos ensaios clínicos randomizados serão necessários para confirmar essas hipóteses.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1547952 - EURICA ADELIA NOGUEIRA RIBEIRO
Interno(a) - 1974414 - OLAGIDE WAGNER DE CASTRO
Externo(a) ao Programa - 3509820 - MARIA ALINE BARROS FIDELIS DE MOURA
Notícia cadastrada em: 14/03/2023 16:21
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