Banca de DEFESA: RAFAEL ALEIXO DOS SANTOS SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAFAEL ALEIXO DOS SANTOS SILVA
DATA : 11/10/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Vìdeoconferência
TÍTULO:

AVALIAÇÃO FARMACOGNÓSTICA E DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DOS FRUTOS SECOS DE Illicium verum Hook. F. (SCHISANDRACEAE)


PALAVRAS-CHAVES:

Illicium verum; óleo essencial; controle de qualidade; dermatófitos.


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Illicium verum Hook f. (Schisandraceae), conhecido como anis-estrelado, é uma espécie nativa da Ásia comercializada mundialmente. A droga vegetal (DV), constituída pelos frutos secos, é empregada na medicina popular e na indústria farmacêutica. No seu óleo essencial, encontra-se o anetol, componente majoritário, ao qual são referidas as atividades farmacológicas. As micoses cutâneas são manifestações clínicas causadas por um grupo de fungos denominados de dermatófitos que afetam humanos e animais. Apesar das várias opções terapêuticas, os efeitos colaterais e resistência aos antifúngicos são um problema para o tratamento, necessitando, assim, da pesquisa por novos agentes antifúngicos. Apesar de seu vasto uso em fitoterapia e comercial, são escassos os estudos que tratam da análise farmacognóstica de I. verum, como os de sua atividade sobre dermatófitos. Assim, o objetivo deste trabalho foi o de fazer o controle de qualidade dos frutos secos de I. verum e avaliar a capacidade antimicótica do óleo essencial (OEIV) sobre dermatófitos. Para o método, foi adquirida uma amostra de anis-estrelado em ervanária na cidade de Maceió/AL, sendo o controle de qualidade da DV realizado de acordo com a Farmacopeia Brasileira 6ª edição (2019), sendo realizados: identificação botânica (macro- e microscopia), determinação da matéria estranha, cinzas totais, teor e perfil químico de voláteis. Os testes de pureza foram realizados em triplicata e expressos pela média e desvio padrão (M± DP). Para a atividade antifúngica foram tomadas seis amostras clínicas de dermatófitos: Microsporum canis (1), Trichophyton rubrum (1), Trichophyton tonsurans (1) e Trichophyton mentagrophytes (3). A pesquisa consistiu pelo teste de microdiluição em caldo, cujas concentrações do OEIV foram de 10.000 µg/mL a 78,1µg/mL, sendo os resultados expressos pela Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a partir desta, a da Concentração Fungicida Mínima (CFM). A análise de identidade mostrou que as amostras atenderam aos parâmetros macroscópicos da DV. No entanto, a microscopia apontou diferenças morfológicas dos frutos que não amadureceram, indicando neles, ausência de estruturas especializadas para armazenamento do óleo. O teor de matéria estranha (1,6%±0,32) e de cinzas totais (3,0%±0,10) estavam de acordo com a monografia da espécie. O percentual do marcador químico anetol estava de acordo com a monografia (>99%), no entanto, o teor de voláteis se apresentou abaixo do esperado (6,25% p/v). A CIM/CFM para as amostras foram de 10.000 a 78,1µg/mL (CIM) e 10.000 a 625 ± µg/mL (CFM). Os resultados dessa pesquisa evidenciam que a DV atendeu aos requisitos de qualidade propostos pela farmacopeia e ratificam o potencial e a atividade do OEIV nos fungos devido ao anetol.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1553302 - IRINALDO DINIZ BASILIO JUNIOR
Externa à Instituição - LARA MENDES DE ALMEIDA - USP
Externa ao Programa - 1514547 - SAMIA ANDRICIA SOUZA DA SILVA
Interno - 1488396 - TICIANO GOMES DO NASCIMENTO
Notícia cadastrada em: 04/10/2021 11:16
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