PPGCF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS Telefone/Ramal: (82) 32141792

Banca de QUALIFICAÇÃO: ERIKA ELITA ARAUJO LESSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ERIKA ELITA ARAUJO LESSA
DATA : 21/03/2023
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 205 do PPGCF
TÍTULO:

Análise dos problemas relacionados com o sono e adesão de medicamentos em pacientes com doença renal crônica: perspectiva da importância do cuidado farmacêutico


PALAVRAS-CHAVES:

Doença Renal Crônica. Distúrbio do sono. Ciclo de sono-vigília. Ritmo Circadiano. Cronotipo. Adesão ao Medicamento.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

A doença renal crônica (DRC) está subestimada no Brasil e os principais fatores de risco como hipertensão, obesidade, tabagismo, diabetes e doenças cardiovasculares podem se desenvolver de forma assintomática a longo prazo e progredir para o estágio avançado da DRC. O procedimento de hemodiálise requer que o paciente permaneça pelo menos três vezes por semana durante 3 a 4 horas. Os horários da diálise podem interferir no sono e provocar a longo prazo horários de sono irregulares, que por sua vez, indica alterações no ciclo sono-vigília e no ritmo circadiano que podem alterar os níveis de melatonina e diminuir sua liberação noturna, levando a distúrbios do sono e maior risco de complicações cardiovasculares e mortalidade. Na literatura já está bem evidenciado a prevalência de distúrbios do sono e baixa adesão de medicamentos em paciente com DRC, mas há poucos estudos sobre os problemas relacionados ao sono se estão associados com a baixa adesão de medicamentos. Além disso, até o momento do estudo, não havia relatos na literatura sobre a identificação de cronotipo circadiano e ocorrência de jetlag social em pacientes em hemodiálise. Diante disso, o estudo tem como objetivo analisar os problemas relacionados com o sono, comportamento da preferência circadiana e adesão de medicamentos nos pacientes em hemodiálise. Foi realizado um estudo transversal com 108 pacientes com DRC que realizam tratamento de hemodiálise em três hospitais de Maceió no período de junho a novembro de 2022. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista com o paciente utilizando os seguintes questionários validados na literatura: Índice de qualidade de sono de Pittsburgh – PSQI, Escala de sonolência diurna EPWORTH, Escala de fadiga de Chalder, Escala de Adesão Terapêutica Morisky (MMAS-8), Questionário dos fatores de risco de apneia obstrutiva do sono - STOP-Bang, identificação dos cronotipos circadianos Morningness Eveningness Questionnaire - MEQ, avaliação da ocorrência de jetlag social e duração do sono no Munich Chronotype Questionnaire- MCQT. Também foram abordadas perguntas sobre condições de saúde, estilo de vida, dados sociodemográficos e medicação de uso contínuo. Os principais resultados obtidos, os pacientes tinham preferência circadiana matutina (56,5%), a maioria residia nos municípios de Alagoas (62%) e deslocavam-se de carro até Maceió, faziam hemodiálise há mais de 3 anos (67,6%). Dentre as doenças concomitantes, a hipertensão foi a mais frequente (60,2%), os pacientes usavam celular antes de dormir (61,1%), relatando que o utilizavam por mais de 2 horas (27,8%). A curta duração do sono foi observada nos pacientes, 62,9% tiveram uma duração de sono < 6 horas, má qualidade do sono (57,4%), prevalência de alto risco da síndrome de apneia obstrutiva do sono (64,8%), baixa adesão à medicação (72,2%) e ocorrência de jetlag social nos pacientes foi evidenciada acima de 1 hora (56,5%). Portanto, intervenções para distúrbios do sono e adesão de medicamentos são necessárias na equipe multidisciplinar. Os resultados também indicam a importância da presença do farmacêutico na unidade de hemodiálise na realização de cuidados farmacêuticos.



MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1640070 - ELIANE APARECIDA CAMPESATTO
Interno(a) - 1547952 - EURICA ADELIA NOGUEIRA RIBEIRO
Externo(a) ao Programa - 4425539 - JOSE RUI MACHADO REYS
Notícia cadastrada em: 17/03/2023 10:00
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