PPGCF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS Telefone/Ramal: (82) 32141792

Banca de DEFESA: MAIRLA DOS SANTOS RODRIGUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAIRLA DOS SANTOS RODRIGUES
DATA : 31/03/2023
HORA: 14:00
LOCAL: Vìdeoconferência
TÍTULO:

Controle da Pressão Arterial e Fatores Associados entre pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica e fatores associados no contexto da Pandemia de Covid-19.



 

PALAVRAS-CHAVES:

novo coronavírus; covid-19, sequela pós-covid-19, hipertensão arterial, síndrome pós-covid-19; uso de medicamentos;

 

 

PÁGINAS: 57
RESUMO:

 

Introdução: A hipertensão é uma das doenças crônicas mais prevalentes no Brasil e no mundo e tem sido uma das comorbidades de base mais relacionadas ao óbito por causas cardiovasculares. No contexto da Pandemia de covid-19, tem-se observado que estes pacientes apresentam maior risco de desenvolver quadros graves de infecção e sequelas no pós-covid, bem como pior prognóstico de sua doença de base. Deste modo faz-se necessário compreender como a covid-19 impactou na saúde de pacientes portadores de hipertensão. Objetivo: Avaliar a prevalência do controle da pressão arterial e fatores associados entre pacientes com hipertensão arterial sistêmica (HAS) no contexto da pandemia de covid-19. Métodos: Estudo transversal aninhado a um estudo de coorte retrospectivo realizado nos serviços ambulatoriais de cardiologia em hospitais de Maceió. Foram incluídos 110 pacientes com HAS em tratamento medicamentoso, para a obtenção dos dados optou-se pela aplicação de questionários por meio de entrevista presencial e análise da prescrição médica, bem como mensuração de medidas fisiológicas como pressão arterial, peso e altura. Para verificação da adesão terapêutica ao medicamento anti-hipertensivo foi aplicada a escala Brief Medication Questionaire (BMQ). Resultados: A média de idade foi de 58,2 anos (DP= 11,3) com o predomínio do sexo feminino 68,2%. Quanto ao tratamento para HAS, 43,64% estavam em terapia dupla e a média de medicamentos por paciente foi 2,14. Apenas 32 (29,1%) participantes apresentaram o controle da pressão arterial, contraditoriamente 67,3% apresentavam boa adesão ao tratamento da HAS. A pressão arterial sistólica média foi de 138,05 mmHg (DP= 19,9) e pressão arterial diastólica média foi de 81,20 mmHg (DP= 11,6). A prevalência de covid-19 entre os hipertensos foi de 37,3% (n=41) destes 39 fizeram tratamento para covid, contudo, apenas 25 referiram lembrar dos medicamentos, 69 fármacos relatados, com uma média de 2,76 medicamentos por entrevistado. Por outro lado, 35,5% (n=39) dos pacientes se automedicaram como forma de prevenção para covid-19, um total de 50 medicamentos foram mencionados, com uma média de 1,28 medicamentos por paciente. Dos quais a ivermectina foi o mais prevalente 42%. As sequelas do pós-covid tiveram uma frequência de 58,5% (n=24) no grupo que referiu ter covid-19 (n=41), o problema de saúde mais relacionado após a infecção foi a fadiga com 37,5% (n=9) neste subconjunto. Conclusão: A baixa prevalência de covid-19 entre os entrevistados possivelmente limitou-se devido ao viés de sobrevivente. Para este grupo ter tido covid-19 não esteve relacionado a uma pior situação clínica da doença de base (HAS), fatores associados ao não controle da HAS foram as medidas de IMC circunferência abdominal masculina.



MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - 3509820 - MARIA ALINE BARROS FIDELIS DE MOURA
Interno(a) - 1331191 - SABRINA JOANY FELIZARDO NEVES
Externo(a) ao Programa - 1653165 - VALTER ALVINO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 29/03/2023 12:04
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