PPGCF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS Telefone/Ramal: (82) 32141792

Banca de DEFESA: HILDA CAROLINE DO NASCIMENTO SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HILDA CAROLINE DO NASCIMENTO SANTOS
DATA : 17/08/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 204 do PPGCF
TÍTULO:

Produção e avaliação da atividade leishmanicida de extratos de fungos isolados da Antártica e prospecção tecnológica de metabólitos fúngicos.


PALAVRAS-CHAVES:

Atividade leishmanicida, Fungos antárticos, Leishmaniose, Prospecção tecnológica.

 

PÁGINAS: 43
RESUMO:

A leishmaniose é uma doença negligenciada, infecciosa e não contagiosa que é causada por parasitos do gênero Leishmania. A Leishmania possui duas formas evolutivas, a promastigota e a amastigota, e duas manifestações clínicas principais: tegumentar e visceral, sendo esta última a de maior preocupação, pois, caso não seja tratada pode levar o paciente a óbito. Apesar da grande complexidade da doença, o arsenal terapêutico ainda é bastante limitado, sendo os antimoniais pentavalentes a primeira escolha e fármacos como anfotericina b e pentamidina como segunda escolha. Porém, essa terapia apresenta efeitos adversos indesejáveis, além de uma significativa citotoxicidade e resistência parasitária. Diante desta problemática, o presente estudo avaliou extratos de fungos produtores de metabólitos secundários oriundos da Antártica, bem como realizou uma revisão patentária acerca da atividade leishmanicida de metabólitos fúngicos. No estudo experimental, foi produzida a biomassa desses fungos, extração com solventes de acetato de etila e acetona, concentração do pigmento, secagem, diluição, testes de viabilidade celular (MTT) e de avaliação da atividade leishmanicida frente a forma promastigota de L. amazonensis e L. chagasi. Foram produzidos extratos de leveduras (19L15, 4L2, 2L19, NL1 e GL19) e de fungos filamentosos (4FFLQ2, 5YP4, 2FFLQ6 acetato, 2FFLQ6 acetona, 1EMP1, 3EMP4 e 2EMP4), testados nas concentrações de 100, 30, 10, 3, 1 e 0,3 µg/mL. No ensaio de viabilidade celular, o efeito citotóxico máximo encontrado dos extratos de leveduras foi de 40,54 ± 3,37%; 24,37 ± 3,66%; 29,09 ± 3,57%; 6,28 ± 1,00%; 22,98 ± 1,63%, respectivamente. O efeito citotóxico dos fungos filamentosos foi de: 60,53 ± 2,50%; 67,33 ± 1,51%; 19,68 ± 6,62%; 19,68 ± 6,62%; 23,38 ± 7,16%; 17,30 ± 10,59%; 29,08 ± 18,80% e NA. Já no ensaio para avaliar a atividade leishmanicida, os extratos de leveduras testados (nas duas espécies) e de fungos filamentosos (para L. chagasi) não conseguiram ser letais para os parasitos até a máxima concentração testada, que foi 100 µg/mL. Os extratos 2FFLQ6 acetato e 2FFLQ6 acetona apresentaram efeito máximo de 74,36 ± 4,10% e 84,62 ± 5,32% contra a espécie de L. amazonensis, sendo assim necessária a realização de mais estudos na área. Na revisão patentária, foram selecionadas quatro patentes, onde estas demonstraram atividade contra as espécies de L. major, L. amazonensis e L. donovani, além de uma baixa toxicidade. Apesar dos resultados, o assunto ainda é pouco abordado pela comunidade acadêmica e se faz necessária a continuação e o incentivo à pesquisa de bioprospecção utilizando isolados e extratos fúngicos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 2272670 - ALINE CAVALCANTI DE QUEIROZ
Externo(a) ao Programa - 1506475 - ALYSSON WAGNER FERNANDES DUARTE
Interno(a) - 1358530 - MAGNA SUZANA ALEXANDRE MOREIRA
Notícia cadastrada em: 16/08/2023 11:41
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