PPF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA INSTITUTO DAS CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: JONATHAN NAPOLEAO DOS SANTOS



Uma banca de QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: JONATHAN NAPOLEAO DOS SANTOS
DATA: 15/05/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Banca virtual (em virtude do surto de COVID-19)
TÍTULO:

Entre poesia e cotidiano: o aberto da linguagem através do poético no pensamento de Heidegger


RESUMO:

Este trabalho visa discutir o lugar do poético na linguagem. Viso relacionar o II Wittgenstein com o I Heidegger a fim de compreender a natureza da linguagem: Wittgenstein assume a linguagem a partir de uma condição de uso e Heidegger estabelece valoração ontológica e originária da linguagem a partir da fala. Também  demonstrarei pontos de encontros entre o I Heidegger e o II Wittgenstein a partir das analises de Thiago Aquino. Para Aquino, o cotidiano e o protagonismo da linguagem são basilares para relacionar os autores. Distancio-me da hipótese de Aquino de que existia hermenêutica na investigação de Wittgenstein. A investigação pragmática e condicionada aos usos impede, a meu ver, tal hipótese. Feito tais distinções demonstrarei, a partir de Heidegger, como as condições de usos são limitantes para compreender o caráter da linguagem. Mesmo em Ser e Tempo, tacitamente, pode-se notar tal crítica. Entretanto, depois da virada de seu pensamento tais críticas ficam nítidas. Heidegger afirma que a poesia é o local da fala autêntica, portanto, os homens devem escutar sobre o que falam os poetas. A fala poética é para Heidegger fala de abertura, nomeação e fundamentação. A poesia é abertura porque nomeia a verdade do ser e como consequência fundamenta o real esquecido na mediania da fala usual e vida cotidiana. Irei escutar a poesia de René Char. Dois pontos são fundamentais na escolha de Char: 1) A poesia de Char demonstra a essência do aberto. O aberto, em sua poesia recolhe através do tom sentencial e do silêncio. 2) Blanchot dirá que as palavras da poesia de Char são neutras ou se avizinham ao neutro. Utilizo a tese de Blanchot para denotar a insuficiência dos usos para compreender a natureza da linguagem. Por fim, irei estabelecer as relações entre Heidegger e Char sobre a verdade.


PALAVRAS-CHAVE:

Cotidiano, Aberto, Abertura, Linguagem, Verdade.


PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia

MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1823351 - FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
Presidente - 2269277 - MARCOS ANTONIO DA SILVA FILHO
Interno(a) - 1365039 - MARCUS JOSE ALVES DE SOUZA
Externo(a) à Instituição - THIAGO ANDRÉ MOURA DE AQUINO - UFPE
Notícia cadastrada em: 11/05/2020 11:23
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