PPF PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA INSTITUTO DAS CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: DIOGO HENRIQUE LIRA DE ANDRADE



Uma banca de QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: DIOGO HENRIQUE LIRA DE ANDRADE
DATA: 06/11/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Banca virtual (em virtude da covid19)
TÍTULO:

Um estudo sobre a temporalidade na fenomenologia de Edmund Husserl


RESUMO:

A presente dissertação irá realizar um estudo sobre a teoria fenomenológica de Edmund Husserl (1859-1938), quanto ao tema da temporalidade e, mais especificamente, sobre a origem e a natureza do tempo. Para isso, tomamos como texto base a obra Lições para uma fenomenologia da consciência interna do tempo. Iniciamos a pesquisa com a análise da distinção entre a orientação natural e a orientação fenomenológica em Ideias I, que tem como precursor desta apreciação a discussão que Husserl faz entre o tempo objetivo e o tempo fenomenológico nas Lições. O caminho percorrido por Husserl para o preparo do terreno da fenomenologia e da sua importância enquanto horizonte passa pela análise da doutrina do tempo de Franz Brentano (1838-1917), na qual Husserl tece várias críticas ao conceito de fantasia como criadora de momentos temporais e fundamenta a sua própria teoria. A fenomenologia se ocupa, na análise temporal, com a apreensão imanente do tempo, ou seja, como se dá a temporalidade na consciência interna do tempo, e com a forma como se caracteriza a percepção consciente, na qual verificamos a impossibilidade de se distinguir o que é passado e o que é presente, pois na consciência há um continuum temporal. Para que este continuum seja possível é necessário que possamos ter, na consciência, a sensação da duração, isto ocorre quando um estímulo que perturbou nossos sentidos fica retido através de um ato próprio da consciência. Podemos verificar que, além da retenção, a protensão e a recordação também têm um papel fundamental no continuum temporal, pois a consciência, além reter, também apresenta uma protensão, que é definida como uma expectativa de um futuro próximo, do que está por vir, antecipando algo de que ainda não temos uma impressão sensível. Neste contexto, a recordação também é entendida como um momento temporal consciente (da mesma maneira que a retenção e a protensão). Nela alcançamos um campo temporal que está fora do alcance da retenção, pois, o que é retido ainda insiste e permanece, mas, na recordação, existe uma vivência que não está mais ao alcance da retenção, já que não está sob a luminosidade do presente vivo. 


PALAVRAS-CHAVE:

Temporalidade. Fenomenologia. Percepção. Retenção. Fantasia 


PÁGINAS: 48
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: História da Filosofia

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1823351 - FERNANDO MEIRELES MONEGALHA HENRIQUES
Interno(a) - 1640535 - JOAO CARLOS NEVES DE SOUZA E NUNES DIAS
Externo(a) à Instituição - MATHEUS HIDALGO - UFS
Notícia cadastrada em: 21/10/2020 15:30
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