PPGA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CAMPUS DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: ROSINEIDE NASCIMENTO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSINEIDE NASCIMENTO DA SILVA
DATA : 28/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: PRÉDIO DA PÓS/CECA/UFAL
TÍTULO:

GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE
LEGUMINOSAS DA CAATINGA: ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA,
DÉFICIT HÍDRICO E HIDRATAÇÃO DESCONTÍNUA


PALAVRAS-CHAVES:

Déficit hídrico; Flutuação térmica; Hidratação descontínua;
Leguminosas tropicais; Fabaceae.

 


PÁGINAS: 62
RESUMO:

As alterações climáticas afetam os regimes de temperatura e precipitação,
interferindo globalmente nos padrões de recrutamento de plantas. As leguminosas
representam espécies dominantes amplamente utilizadas em projetos de restauração de
ecossistemas tropicais embora, comumente, apresentem sementes com dormência física.
Este trabalho teve como objetivo geral avaliar aspectos ecofisiológicos que envolvem a
germinação das sementes de leguminosas nativas de ecossistemas brasileiros, com
ênfase em vegetações sazonalmente secas. Para este estudo foram realizados três
experimentos: no 1º foi avaliado se o regime de temperatura alternada (20–40◦C)
aumentava a germinação de Chloroleucon dumosum, Mimosa caesalpiniifolia,
Senegalia polyphylla, Sophora tomentosa, Enterolobium contortisiliquum e
Peltophorum dubium e, para isso, os testes de germinação foram conduzidos sob dois
regimes térmicos (temperatura constante – TC vs temperatura alternada – TA), sendo
que em cada tratamento de TC, as sementes foram colocadas para germinar em uma sala
climatizada a 25 °C, enquanto no regime de TA, as sementes foram mantidas a 20 °C
em uma câmara de germinação, com um pico diário de 40 °C por 1 h, ajustado
manualmente (as sementes foram avaliadas durante 30 dias); no 2º foi analisado o efeito
da redução do potencial hídrico (0, −0,4, −0,8 e −1,2 MPa) na germinação das sementes
de C. dumosum, M. caesalpiniifolia, S. polyphylla e S. tomentosa, sendo os tratamentos
de estresse hídrico simulados a partir de soluções de polietilenoglicol (PEG 6000), onde
a germinação foi acompanhada durante 30 dias (após esse período, o estresse foi
aliviado e os tratamentos observados por mais 15 dias); e, no 3º experimento, os
tratamentos para avaliar a germinação das sementes de Senegalia riparia e Senegalia
tenuifolia foram compostos por ciclos de HD (ciclos 0, 3 e 5) e por diferentes
concentrações de polietilenoglicol (PEG 0, -0,2 e -0,4 MPa), para simularem o estresse
hídrico (após os ciclos de HD, as sementes germinadas foram mantidas durante 7 e 15
dias, para se medir o comprimento radicular de 10 amostras de plântulas). Os resultados
indicaram que não houve diferenças significativas na porcentagem de germinação (%G)
entre os dois regimes térmicos para nenhuma das espécies estudadas. O estresse hídrico
reduziu acentuadamente a germinação de todas as espécies, em todas as concentrações
de PEG, em comparação com os controles, mas as sementes mantiveram sua viabilidade

na maioria dos casos. Mesmo sofrendo os efeitos do estresse hídrico, de 18% a 49% das
sementes recuperaram sua capacidade germinativa pós-estresse (com exceção de M.
caesalpiniifolia que apresentou alta mortalidade). Também foi verificado que as
espécies não apresentaram uma resposta consensual única aos ciclos de HD, refletindo a
adaptação de cada uma às diferentes condições que ocupam no ambiente. Para S.
riparia, o ponto crítico da germinação ocorreu com a sucessiva passagem pelos 5 ciclos
de HD, enquanto a germinação de S. tenuifolia se manteve estável, independentemente
do número de ciclos de HD, demonstrando uma determinada tolerância desta espécie às
condições de estresse hídrico. Quanto ao comprimento radicular observou-se que, esta
variável foi influenciada negativamente pelo ciclo 5, para ambas as espécies, nos dois
períodos considerados (com exceção de S. tenuifolia, aos 15 dias, pois observou-se uma
interação significativa e positiva entre o ciclo 5 e o PEG -0,2 MPa). Conclui-se que, a
germinação de sementes é um processo fisiológico essencial para o sucesso regenerativo
de comunidades vegetais em regiões tropicais sazonalmente secas, vulneráveis a
diferentes fatores estressantes, seja térmico, hídrico ou agravados pelos efeitos da
antropização de áreas, aliado as variações climáticas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - WASHINGTON LUIS DE OLIVEIRA
Presidente - 2187545 - FLAVIA DE BARROS PRADO MOURA
Interno(a) - 3145739 - JOAO LUCIANO DE ANDRADE MELO JUNIOR
Externo(a) ao Programa - 1890800 - MARILIA ALVES GRUGIKI - nullInterno(a) - 1347716 - VILMA MARQUES FERREIRA
Notícia cadastrada em: 19/08/2026 14:03
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