Banca de DEFESA: ALEXSANDRO GONÇALVES PACHECO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALEXSANDRO GONÇALVES PACHECO
DATA : 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: CECA/UFAL
TÍTULO:

CONTROLE COMPORTAMENTAL DE Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) (COLEOPTERA:CURCULIONIDAE) E Ascia monuste orseis (Latrielle, 1819) (LEPIDOPTERA: PIERIDAE) EM CULTIVOS AGRÍCOLAS


PALAVRAS-CHAVES:

Ecologia química, Semioquímicos; Armadilhas; Push-pull; Atratividade e Repelência.


PÁGINAS: 54
RESUMO:

O controle comportamental constitui uma ferramenta relevante no manejo integrado de pragas, baseando-se no uso de semioquímicos envolvidos na comunicação entre os organismos no ambiente. Entre as estratégias mais consolidadas desse tipo de controle destacam-se o emprego de armadilhas para monitoramento e/ou captura massal de insetos, bem como a aplicação da tecnologia “push–pull”, que combina plantas atrativas e repelentes no manejo de insetos-praga. Diante desse contexto, este trabalho teve como objetivos: (i) avaliar a eficiência de armadilhas contendo diferentes proporções da mistura de semioquímicos (metanol e etanol) como atrativos para o monitoramento e/ou captura massal de Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) (Coleoptera: Curculionidae) em cultivos de Coffea arabica (Rubiaceae) no estado de Chiapas, México; e (ii) desenvolver um sistema baseado na tecnologia “push–pull” para o manejo de Ascia monuste orseis (Latreille, 1819) (Lepidoptera: Pieridae) em cultivos de Brassica oleracea var. acephala (Brassicaceae). Para o primeiro objetivo, foram testados três tratamentos com diferentes proporções da mistura etanol + metanol em armadilhas instaladas em lavouras de C. arabica. Para o segundo objetivo, a identificação do componente “pull” envolveu testes de preferência alimentar em laboratório e de oviposição de fêmeas adultas de A. monuste orseis em campo, realizados por meio de bioensaios com chance de escolha entre Tarenaya spinosa (Jacq.) Raf. (Cleomaceae) e B. oleracea var. acephala, além da avaliação de parâmetros biológicos dos insetos nessas duas plantas hospedeiras. A identificação do componente “push” foi conduzida a partir da avaliação de seis espécies vegetais aromáticas e/ou condimentares, em experimentos realizados em condições de laboratório e campo, incluindo testes de repelência e deterrência alimentar em lagartas, bem como ensaios de repelência na oviposição de fêmeas adultas em sistemas consorciados. Para o primeiro objetivo, os resultados demonstraram que as armadilhas contendo diferentes proporções de metanol e etanol não diferiram significativamente entre si, sendo todas eficientes para a captura de H. hampei. Para o segundo objetivo, as lagartas de A. monuste orseis apresentaram maior preferência alimentar por folhas de T. spinosa, enquanto as fêmeas adultas também preferiram ovipositar nessa espécie. Embora os indivíduos alimentados com T. spinosa tenham apresentado ciclo de vida mais prolongado em comparação àqueles alimentados com B. oleracea var. acephala, a viabilidade larval e pupal foi superior na primeira espécie. Quanto a repelência, nos testes com e sem chance de escolha as espécies aromáticas e/ou condimentares reduziram o consumo foliar de lagartas em B. oleracea var. acephala. Em campo, todos os sistemas consorciados reduziram significativamente o número de posturas e de ovos de A. monuste orseis em comparação ao cultivo isolado de B. oleracea var. acephala.


MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - ***.826.055-** - IZABEL VIEIRA DE SOUZA - UFAL
Interno(a) - 2337920 - ROSEANE CRISTINA PREDES TRINDADE
Externo(a) ao Programa - 1007246 - MAURICIO SILVA DE LIMA - UFALExterno(a) à Instituição - ALICE MARIA NASCIMENTO DE ARAUJO
Externo(a) à Instituição - ELLEN CARINE NEVES VALENTE
Notícia cadastrada em: 11/02/2026 18:44
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