AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE GENÓTIPOS DE BERINJELEIRA À MURCHA BACTERIANA, CAUSADA POR Ralstonia pseudosolanacearum
Estabilidade da resistência, Fontes de resistência, Solanum melongena L.
A murcha bacteriana, causada por bactérias pertencentes ao Complexo de Espécies Ralstonia solanacearum, principalmente R. pseudosolanacearum, constitui um dos principais fatores limitantes da cultura da berinjeleira (Solanum melongena L.), em função da elevada variabilidade genética do patógeno, da ampla gama de hospedeiros e da limitada eficiência dos métodos convencionais de controle. Nesse contexto, a identificação de fontes de resistência associada à avaliação da estabilidade dessa resistência e à caracterização morfológica dos genótipos resistentes são etapas essenciais para subsidiar programas de melhoramento genético. O presente estudo teve como objetivo identificar genótipos de berinjeleira resistentes à murcha bacteriana, causada por R. pseudosolanacearum, analisar a estabilidade da resistência dos genótipos identificados como resistentes e caracterizar morfologicamente os genótipos resistentes. O primeiro experimento foi a avaliação da agressividade de 50 isolados de R. pseudosolanacearum na cultivar suscetível Ciça, utilizando cinco repetições e 250 parcelas experimentais. O segundo experimento foi a avaliação da reação de resistência de 20 genótipos de berinjeleira ao isolado altamente agressivo, utilizando quatro repetições e 80 parcelas experimentais. O terceiro experimento foi a avaliação de quatro genótipos de berinjeleira resistentes quanto à estabilidade da resistência a R. pseudosolanacearum, através da inoculação do isolado altamente agressivo, moderadamente agressivo e o pouco agressivo, em esquema fatorial (4 x 3), utilizando quatro repetições e 48 parcelas experimentais. O quarto experimento foi a caracterização morfolómorfológica dos genótipos resistentes, com base em descritores da planta e do fruto do International Board for Plant Genetic Resources (IBPGR). O isolado altamente agressivo identificado foi o CCRMRs 81. A partir dele, foram selecionados quatro acessos resistentes: CNPH 67, CNPH 84, CNPH 100 e CNPH 109. Esses acessos quando testados com os isolados de diferentes níveis de agressividade (CCRMRs 81, CCRMRs 134 e CCRMRs 217), mantiveram fenótipo altamente resistente. Apesar de apresentarem características morfológicas não comerciais, os quatro acessos podem ser utilizados como fontes de resistência em programas de melhoramento da berinjeleira ou como porta-enxertos.