Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCIEL PEREIRA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCIEL PEREIRA DA SILVA
DATA : 14/09/2026
HORA: 13:00
LOCAL: prédio da Pós
TÍTULO:

VARIEDADES CRIOULAS DE Phaseolus lunatus L.: FONTES DE DIVERSIDADE GENÉTICA e resistência a antracnose


PALAVRAS-CHAVES:

Antracnose; Agrobiodiversidade; filogenia multigênica; resistência genética.


PÁGINAS: 91
RESUMO:

O feijão-fava (Phaseolus lunatus L.) possui importância socioeconômica, nutricional e cultural para as comunidades tradicionais do Nordeste brasileiro, mas sua produção é limitada pela escassez de cultivares melhoradas, por restrições agronômicas e pela ocorrência da antracnose, causada principalmente por Colletotrichum truncatum. Este estudo objetivou analisar a diversidade morfoagronômica, a estrutura genética e o conhecimento tradicional associado às variedades crioulas de feijão-fava conservadas em Alagoas, bem como avaliar a resistência de acessos ao patógeno. O estudo registrou 77 acessos provenientes dos municípios de Penedo, Igreja Nova, Rio Largo, Palmeira dos Índios, Quebrangulo, Piranhas e Santana do Ipanema, distribuídos no Agreste, Leste e Sertão alagoanos. O germoplasma foi caracterizado com base em descritores morfoagronômicos internacionais e classificado nos cultigrupos Batata, Sieva e Big Lima. Amostras foliares foram preparadas para a análise da região ITS do DNA ribossômico, com a finalidade de investigar a estrutura genética dos acessos e sua possível associação aos pools gênicos Mesoamericano I e Mesoamericano II. As práticas de manejo, cultivo consorciado e intercâmbio de sementes realizadas pelos agricultores também foram consideradas na análise da conservação on-farm. Entre os materiais coletados, 20 acessos foram submetidos à inoculação artificial com C. truncatum. A avaliação fitopatológica identificou quatro acessos resistentes (20%), oito moderadamente resistentes (40%) e oito suscetíveis (40%), evidenciando variabilidade fenotípica na reação à antracnose. Os resultados demonstram que as variedades crioulas conservadas pelos agricultores constituem fontes potenciais de resistência e diversidade genética. Conclui-se que a integração entre conhecimento tradicional, caracterização morfoagronômica, genética molecular e fitopatologia pode subsidiar a conservação ex situ e on-farm, a seleção de acessos promissores e o desenvolvimento de programas de melhoramento participativo do feijão-fava. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1790557 - GILDEMBERG AMORIM LEAL JUNIOR
Externo(a) à Instituição - KEVISON ROMULO DA SILVA FRANÇA
Interno(a) - 1339094 - MAYRA MACHADO DE MEDEIROS FERRO
Notícia cadastrada em: 11/09/2026 16:03
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