PONTAL DA BARRA – MACEIÓ/ALAGOAS: ENTRE A PAISAGEM LAGUNAR E A RENDA DE FILÉ COMO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL
Palavras-chave: Pontal da Barra; Maceió; paisagem; renda de filé; patrimônio imaterial.
Situado sobre uma restinga entre a Laguna Mundaú e o Oceano Atlântico, o Pontal da Barra se constitui em um dos bairros mais tradicionais de Maceió. Tem a sua origem no século XVIII como uma vila de pescadores, cujo aproveitamento dos recursos naturais possibilitou um processo de interação homem-natureza com atividades ligadas à subsistência. Eventos significativos moldaram o seu processo, dentre os quais o surgimento de uma atividade artesanal que se tornou um significativo elemento cultural da comunidade: a renda de filé. Essa prática, desenvolvida majoritariamente por mulheres desde cedo, seja como atividade lúdica ou de subsistência, foi incorporada ao cotidiano local, tornando-se uma marca do bairro. Mediante esse quadro de referência, busca-se na presente pesquisa analisar a dimensão e a representatividade da cultura da renda de filé para o Pontal da Barra, a partir do seu entendimento como um patrimônio cultural imaterial que contém valores e conhecimentos teóricos e práticos que estruturam a sua identidade. Visando alcançar tal objetivo, adotou-se procedimentos metodológicos apreendidos como essenciais à sua realização: (1) recenseamento bibliográfico; (2) pesquisa documental nos formatos físico (Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas, Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas e Arquivo Público do Estado de Alagoas) e virtual em sítios eletrônicos (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas – Secult); e (3) trabalho de campo realizado junto a população local (moradores, artesãos, comerciantes de renda de filé) e visitantes, particularmente turistas que cada vez mais, chegam ao Pontal da Barra para consumir a sua paisagem e sobretudo, apreciar e adquirir a renda de filé. Dessa forma, tem sido possível avaliar a eficácia dos meandros até aqui percorridos e avançar no desenvolvimento da investigação.