PPGA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CAMPUS DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS Telefone/Ramal: 98874-6270

Banca de QUALIFICAÇÃO: JULIANY MAYRA TEIXEIRA DE MOURA BARROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANY MAYRA TEIXEIRA DE MOURA BARROS
DATA : 04/04/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Campus de Engenharias e Ciências Agrárias
TÍTULO:

APLICAÇÃO FOLIAR DE 24-EPIBRASSINOLÍDEO NA ATENUAÇÃO DO ESTRESSE HÍDRICO EM PLANTAS DE SOJA NA FASE DE FLORAÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Glycine max. Seca. Brassinosteróides. Fotossistema II. Clorofilas.


PÁGINAS: 61
RESUMO:

A soja é a oleaginosa mais cultivada mundialmente, com múltipla utilização, desde produtos alimentícios humano e animal, bem como na indústria de biocombustíveis. A seca é um dos principais estresses abióticos limitantes à produtividade dessa cultura na em todo o mundo. Para aumentar a tolerância à seca, a aplicação foliar de 24-epibrassinolídeo (EBL) tem sido usada em diferentes culturas, contudo, estudos ainda são escassos na cultura da soja na fase de floração. Diante disso, esse trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência do biorregulador (EBL) sobre o crescimento e mecanismos fisiológicos em soja na fase de floração sob deficiência hídrica e reidratação. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação utilizando-se a cultivar IMA 84114RR. O delineamento experimental utilizado foi em blocos inteiramente casualizados, em esquema fatorial 2x2 (Regimes hídricos x Aplicação com EBL) com sete repetições. Os regimes hídricos, plantas irrigadas e sob estresse hídrico seguido de reidratação, foram impostos quando as plantas de soja estavam na fase de floração e após pré-tratamento com EBL. Ao longo do experimento foram realizadas análises morfológicas, fisiológicas, de produtividade e bioquímicas. O EBL mitigou o efeito do estresse hídrico no crescimento da parte aérea das plantas de soja, que após estresse hídrico seguido de reidratação apresentaram melhor recuperação na altura da planta, número de folhas e diâmetro do caule em relação às plantas sem EBL, não foi observado efeito do EBL para área foliar. O EBL contribuiu com a maior produção de massa seca foliar e do caule das plantas, porém o EBL não melhorou a produtividade da soja. Em plantas irrigadas, o EBL promoveu melhores processos metabólicos como trocas gasosas, eficiência fotossíntese e síntese de clorofila o que deve ter contribuído no aumento da biomassa da parte área. As plantas tratadas com EBL sob deficiência hídrica apresentaram redução da condutância estomática e fotossíntese semelhantes às sem EBL. As plantas com EBL apresentaram aumento na transpiração e concentração interna de CO2 sob estresse. A eficiência quântica máxima do fotossistema II (Fv/Fm) não alterou em plantas com e sem EBL independente do estresse. A aplicação foliar do EBL em soja na fase de florescimento amenizou os danos causados pelo déficit hídrico, fato evidenciado devido à redução dos danos fisiológicos como teor relativo de água, potencial hídrico foliar, eficiência quântica efetiva do fotossistema II (ΦPSII) e clorofila total. Dessa forma, o EBL aliviou parcialmente o efeito prejudicial do estresse hídrico em soja na fase de floração.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1425368 - JOAO CORREIA DE ARAUJO NETO
Externa à Instituição - CLAUDIANA MOURA DOS SANTOS - IFAL
Externo à Instituição - SEBASTIAO DE OLIVEIRA MAIA JUNIOR
Notícia cadastrada em: 12/05/2022 08:50
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