PPGPP PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS CAMPUS DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS Telefone/Ramal: 99963-8987

Banca de DEFESA: ROSINEIDE DOS SANTOS COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSINEIDE DOS SANTOS COSTA
DATA : 28/02/2023
HORA: 13:00
LOCAL: Rio Largo
TÍTULO:

Resistência de cultivares de bananeira Musa spp. (Zingiberales: Musaceae)  ao ácaro Raoiella indica Hirst (Acari: Tenuipalpidae)


PALAVRAS-CHAVES:

Ácaro-vermelho-das-palmeiras; Musaceae; Ácaros-praga; Controle varietal


PÁGINAS: 49
RESUMO:

O ácaro Raoiella indica Hirst, 1924 (Acari: Tenuipalpidae) foi relatado originalmente no Brasil em 2009 causando impactos negativos em várias espécies de plantas entre as mais importantes estão as famílias Arecaceae e Musaceae. No Brasil, são poucos os trabalhos que investigam variedades resistentes de bananeira ao ácaro-vermelho-das-palmeiras. Assim, o presente estudo tem o objetivo de testar seis cultivares de bananeira para determinar a sobrevivência de R. indica e verificar a possível resistência das cultivares a esse ácaro. No Laboratório de Entomologia e Acarologia /LEA da UFAL, Campus Arapiraca, discos foliares de seis cultivares de bananeira (‘Grand Naine’, ‘Maçã’, ‘Prata Anã’, ‘Prata Catarina’ ‘Prata Gorutuba’ e ‘Thap Maeo’) (Musa sp.) e do coqueiro Cocos nucifera L. (Arecaceae) (controle) foram infestados com cinco casais de R. indica e mantidas em B.O.D, a 25 ± 2 ºC, 57% ± 5 UR e fotofase de 12h. As avaliações ocorreram diariamente com verificações do número de ácaros vivos e ovos depositados, número de larvas, ninfas e adultos emergidos. Com esses dados foi possível calcular a sobrevivência média dos adultos e de fêmeas e machos separadamente, além da viabilidade dos ovos e sobrevivência das formas imaturas. O delineamento foi inteiramente casualizado com sete tratamentos (seis cultivares de bananeira + o coqueiro como controle) e 10 repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância e suas médias comparadas pelo teste de Scott-Knott através do programa estatístico AgroEstat ver. 1.1. A longevidade máxima de R. indica foi observada no coqueiro com 44 dias e com 41 dias na cultivar de bananeira ‘Prata Catarina’. As menores taxas de longevidade máxima foram observadas em ‘Grand Naine’ (26 dias) e em ‘Prata Anã’ (33 dias). Em relação ao sexo do ácaro, independente da cultivar avaliada, as fêmeas tiveram maior longevidade e sobreviveram até o 44º dia de avaliação. A oviposição total foi maior no controle (13,16 ovos) e em ‘Thap Maeo’ (1,86 ovos), mas este último não diferiu de ‘Maçã’ (1,74%). As menores médias de oviposição ocorreram em ‘Prata Anã’ (0,43%) e ‘Grand Naine’ (0,05%), diferindo entre si e entre as demais cultivares de bananeira e o controle. O período de oviposição variou de 21,9 dias no coqueiro a 2,1 dias na cultivar ‘Grand Naine’. Considerando a viabilidade de todo o período de desenvolvimento (ovo-larva-ninfa-adulto) de R. indica, houve diferença significativa entre o coqueiro e entre todas as cultivares de bananeira.  A sobrevivência do ácaro R. indica foi maior na cultivar ‘Prata Catarina’ e na cultivar ‘Thap Maeo’ houve o maior período de oviposição e a maior média de ovos. Nas cultivares ‘Grand ‘Naine’ e ‘Maçã’ as formas imaturas não chegaram a fase adulta. A cultivar ‘Grand Naine’ pode ser considerada resistente ao ataque do R. indica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1642163 - EDMILSON SANTOS SILVA
Interno(a) - 024.985.859-23 - ELIO CESAR GUZZO - EMBRAPA
Interno(a) - 1121083 - MARIA DE FATIMA SILVA MUNIZ
Externo(a) à Instituição - MARCIA DANIELA DOS SANTOS - UNEMAT
Externo(a) à Instituição - MÉRCIA ELIAS DUARTE - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 21/02/2023 11:56
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