PPGPP PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS CAMPUS DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS Telefone/Ramal: 99963-8987

Banca de DEFESA: THAYNNARA PAULA DOS SANTOS LIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THAYNNARA PAULA DOS SANTOS LIRA
DATA : 18/08/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Clinica de fitossanidade
TÍTULO:

PROSPEÇÃO DE RESISTÊNCIA AO Colletotrichum truncatum NA DIVERSIDADE GENÈTICA DE VARIEDADE CRIOULAS DE Phaseolus lunatus


PALAVRAS-CHAVES:

Fava; Etnovariedades; Antracnose; Resistência genética


PÁGINAS: 65
RESUMO:

O cultivo da Fava (Phaseolus lunatus L.) geralmente é conduzido pela agricultura familiar e é uma cultura de grande valor econômico para a região Nordeste. No entanto, perdas significativas na cultura vêm sendo comuns por consequência da ação de fungos fitopatogênicos. Os fungos do gênero Colletotrichum causam antracnose, uma doença que atinge diversas espécies de plantas incluindo a fava. A resistência genética apresenta-se como uma alternativa sustentável e baixo custo para o controle da doença. Contudo, existe a necessidade de identificar as fontes de resistência e caracterizá-las para assim realizar cruzamentos e desenvolver novas variedades. A pesquisa objetivou identificar as etnovariedades de fava presentes no município de São Sebastião/AL, averiguar se os produtores possuem conhecimento ancestral e vínculos emocionais com as variedades cultivadas, além de avaliar a resistência à antracnose através do isolado de Colletotrichum truncatum (ICT12). Questionários previamente elaborados foram utilizados para entrevistar produtores de Fava da região afim registrar as condições de cultivo e histórico do material coletado. Foram adquiridas 37 amostras de sementes que foram coletadas identificadas e armazenadas na Clínica Fitossanitária do campus de Engenharias e Ciências Agrárias (CECA) da UFAL. As variedades foram submetidas à ensaios de patogenicidade em ambiente controlado e em folhas destacadas por meio de inoculação do isolado na parte superior das folhas. Dos produtores entrevistados, a maioria (45,4%) possui mais de 30 anos de experiência no cultivo. Além disso, 63,3% afirmaram ter adquirido as sementes de seus ancestrais. Quanto às práticas de cultivo, 54,4% dos produtores costumam cultivar a fava em associação com milho e armazenam as sementes em garrafas de plástico (PET). A utilização de adubo é a principal forma de manejo para 90,9% dos entrevistados. A agricultura é a única fonte de renda para 81,8% deles, e eles não necessitam de ajuda para cultivar a fava. Em relação ao consumo e comercialização, 63,6% dos produtores afirmaram consumir a fava que produzem, enquanto 36,3% além de consumir, também a comercializam. Nas avaliações in vivo e in vitro as variedades PLI e PLGB apresentaram-se como altamente resistentes, enquanto a variedade PLLS5 demonstrou-se altamente susceptível. Os produtores possuem conhecimento ancestral e vínculos emocionais com as variedades de fava cultivadas, que são altamente promissoras para estudos de resistência
genética a patógenos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1790557 - GILDEMBERG AMORIM LEAL JUNIOR
Interno(a) - 2149632 - SARAH JACQUELINE CAVALCANTI DA SILVA
Externo(a) ao Programa - 1121083 - MARIA DE FATIMA SILVA MUNIZ
Notícia cadastrada em: 31/07/2023 12:42
SIGAA | NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação - (82) 3214-1015 | Copyright © 2006-2024 - UFAL - sig-app-1.srv1inst1 22/05/2024 03:06