Banca de DEFESA: GENISSON PANTA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GENISSON PANTA DA SILVA
DATA : 04/03/2022
HORA: 15:30
LOCAL: Webconferência
TÍTULO:

Expressão geomorfológica da queda do nível de base no Baixo São Francisco


PALAVRAS-CHAVES:

incisão fluvial, semiárido, morfometria, superfície de

aplainamento.


PÁGINAS: 122
RESUMO:

Um grande número de estudos de superfícies aplainadas em
margens passivas de alta elevação elencou a erosão fluvial
sobre o leito rochoso como um dos fatores determinantes da
evolução da paisagem em longo prazo. Porém, nos hinterlands
de baixa elevação sobre escudo exposto, costuma ser dito que
os rios têm um papel coadjuvante no delineamento do relevo.
Os rios, neste contexto, são rotineiramente descritos como
agentes de transporte de material pré-intemperizado. Porém, à
luz dos mecanismos físicos envolvidos na mecânica de erosão
fluvial em leito rochoso, parece não restar dúvida que sua
importância vai além do transporte de sedimentos. Este estudo
tem por objetivo analisar a topografia fluvial de rios rochosos
que drenam a Depressão Sertaneja Meridional, uma pervasiva
superfície aplainada de baixa elevação sobre escudo
proterozóico que orla o Planalto da Borborema, no semiárido do
Nordeste do Brasil. Buscou-se investigar a morfologia dos perfis
longitudinais, mapear knickpoints, estimar a magnitude e
distribuição espacial da incisão vertical dos vales fluviais e
avaliar a contribuição de controles estruturais sobre estas
morfologias. Todas essas análises foram baseadas em técnicas
morfométricas com base em Modelo Digital de Elevação (MDE),
como a extração do Índice de Declividade Normalizada (Ksn) e
da Relação Declividade-Extensão (RDE), além da quantificação
do ângulo de inclinação das encostas, análise de
fotolineamentos de relevo e drenagem, integral e curva
hipsométrica, amplitude altimétrica, dentre outras. Os rios alvo
deste estudo são todos tributários da margem esquerda do
baixo curso do rio São Francisco, na região de seu cânion. A
hipótese que norteia este estudo é que um rebaixamento de 

nível de base gerou uma onda de incisão que está se
propagando através do rio São Francisco e de sua rede
tributária nos terrenos proterozoicos aplainados da Depressão
Sertaneja Meridional. Com as análises morfométricas, ficou
demonstrado a existência dessa suposta onda de incisão nos
tributários do São Francisco. Esse processo produz um padrão
claro de queda do nível de base no relevo da área de estudo,
com o aumento da declividade dos canais, encostas e a
formação de vales suspensos a jusante das principais rupturas,
que formam um fractal em várias escalas. Os vales e cristas
são subordinados a herança estrutural do embasamento, bem
como a sinuosidade dos canais e o ângulo de confluência.
Sugeriu-se, com base em evidências independentes, que a
epigenia do São Francisco teve origem no Eoceno e a onda de
incisão que se observa nos vales atualmente foi formada
posterior a esse período.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO CARLOS DE BARROS CORRÊA - UFPE
Presidente - 1891214 - KLEYTHON DE ARAUJO MONTEIRO
Externa ao Programa - 1574934 - NIVANEIDE ALVES DE MELO FALCAO
Notícia cadastrada em: 22/02/2022 16:16
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