Banca de QUALIFICAÇÃO: JULIANA FARIAS DE ARAUJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULIANA FARIAS DE ARAUJO
DATA : 30/08/2022
HORA: 17:00
LOCAL: WEB CONFERÊNCIA
TÍTULO:

ESPAÇO CARCERÁRIO: A PARCERIA ENTRE O ESTADO E A INDÚSTRIA NO COMPLEXO PENITENCIÁRIO DE MACEIÓ


PALAVRAS-CHAVES:

Espaço carcerário, ressocialização, sistema prisional, educação, trabalho.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Ao longo dos anos, o Sistema Prisional tem sido analisado, principalmente, sob a ótica
social e do direito criminal, no entanto, é perceptível a necessidade de se discutir todas
as dimensões que compõem o espaço, enquanto categoria geográfica, nesta feita,
analisar o espaço carcerário é reconhecê-lo como parte do território, compreendendo
assim, as relações que o engendram, pois este produz e reproduz as ações da sociedade
atual global. Considerando o crescimento dos estudos voltados para a população
carcerária, é necessário que haja contribuição geográfica para elucidação do espaço
prisional e seus agentes produtores e reprodutores, além de denotar as desigualdades
sociais do sistema capitalista e a violência urbana como marcas do atual período
técnico-científico-informacional.O objetivo desta proposta é compreender as
configurações geográficas que envolvem, entre outras a construção de fronteiras de
estruturas e infraestruturas, a fronteira do poder do Estado enquanto legitimador do uso
da violência e a privação de liberdade como punição e controle social a população
carcerária, contemplando sua relação com o uso do território, as origens de
desigualdades socioespaciais que o circundam, além de verificar a importância deste
objeto geográfico voltado para a dialética entre o aprisionamento e as possibilidades de
ressocialização. A metodologia é de avaliação programática do projeto desenvolvido no
Sistema Prisional Alagoano aplicado pelo programa Fábrica de Esperança; tratando-se
de um procedimento onde se analisam informações de diferentes fontes governamentais
e sociais com o uso de técnicas qualitativas. A cobertura geográfica da análise
delimita-se na prática que se opera na unidade prisional Núcleo Ressocializador da
Capital como um dos nove equipamentos existentes no Complexo Penitenciário de
Maceió. Considera-se relevante discutir mais a profundidade, o que se está
argumentando como discurso e retórica sobre os resultados positivos de baixas nos
registros de fugas, rebeliões e nas taxas de reincidência criminal em relação à média
nacional, ausentando-se de um enfoque nas possibilidades de falhas que o governo de
Alagoas pode estar cometendo ao subvencionar o direito humano a uma educação
profissionalizante, que é subsidiada pelo programa, mais além da busca de gerar
estatísticas de reincidência e criminalidade no estado e que portanto, requer de uma
avaliação crítica e sistemática sobre o tema.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JOSELI MARIA SILVA - UEPG
Presidente - 3278088 - EDILMA DE JESUS DESIDERIO
Interna - 1495516 - LUCIANE MARANHA DE OLIVEIRA MARISCO
Notícia cadastrada em: 04/07/2022 09:51
SIGAA | NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação - (82) 3214-1015 | Copyright © 2006-2024 - UFAL - sig-app-1.srv1inst1 22/02/2024 23:18