Banca de DEFESA: RAYANE CAROLINE MEDEIROS DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAYANE CAROLINE MEDEIROS DO NASCIMENTO
DATA : 23/03/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma online (Google Meet)
TÍTULO:

Anestesia dissociativa e mediação inflamatória de asininos sob vulnerabilidade submetidos à orquiectomia


PALAVRAS-CHAVES:

jumentos nordestinos, protocolo anestésico, acesso inguinal, recuperação.


PÁGINAS: 129
RESUMO:

A dissertação apresenta os resultados obtidos na pesquisa sobre anestesia dissociativa e mediação inflamatória de asininos sob vulnerabilidade, retirados da abate no estado da Bahia, submetidos às orquiectimias inguinal e escrotal. A pesquisa apresentou como objetivo principal avaliar a anestesia dissociativa com Xilazina (1mg/kg), Cetamina (2 mg/kg) e Midazolan (0,4 mg/kg) , aliada à anestesia testicular com lidocaína 2%, mensurando a qualidade anestésica, tempo de recuperação e aplicabilidade. Apresenta como capítulos: O contexto histórico da importância dos jumentos no Nordeste; Analgesia de Asininos: O estado da arte; Prolapso retal tipo II: Relato de três casos; e Associação de midazolam e cetamina na anestesia de jumentos submetidos à orquiectomia: efeitos fisiológicos e avaliação da qualidade anestésica. Foram selecionados 30 animais, mantidos em sistema extensivo (sem qualquer suplementação), sob condições de vulnerabilidade, em propriedade localizada na região de sertão da Bahia, no município de Canudos. O protocolo anestésico realizado foi o mesmo para todos os animais, e consistiu de medicação pré-anestésica (MPA) através de sedação com xilazina (1 mg\kg IV); bloqueio local com lidocaína 2% do parênquima testicular (10 mL em cada lado) e 5 mL bilateralmente nas regiões da pele a serem incisionadas. Os animais foram submetidos à indução com cetamina (2 mg/kg) e midazolan (0,4 mg/kg) e posicionados em decúbito dorsal, com execução da orquiectomia via inguinal. A frequência cardíaca (FC) e frequência respiratória (FR) foram aferidas em quatro tempos, sendo no momento imediatamente anterior a medicação pré-anestésica (T1), logo após a indução (T2), 10 (T3) e 15 minutos após indução (T4). A avaliação da qualidade anestésica foi realizada a partir das variáveis definidas no trabalho, classificando por escores (0-3) a sedação, indução e manutenção anestésica. O tempo de cirurgia (da incisão da pele ao fechamento com sutura), tempo para decúbito esternal e retorno a posição quadrupedal foram mensurados para efeito de padronização de comportamento. Ao final da cirurgia, os animais foram submetidos a fluidoterapia com solução de Ringer com Lactato (20 mL/ kg). O protocolo proposto não acarretou em alterações fisiológicas significativas durante a anestesia de procedimento cirúrgico médio de dezesseis minutos relativos à orquiectomia. No entanto notou-se que um terço dos animais não apresentaram sedação suficiente com a dose de xilazina de 1 mg/kg, o que pode ter ocasionado uma menor resistência na indução anestésica em quase um quarto da amostragem e necessidade de reforço na manutenção anestésica em 40 % dos jumentos. A partir da pesquisa, comprova-se a segurança do protocolo descrito, com necessidades de novas pesquisas para ver se o aumento da dose de xilazina não traria melhor qualidade anestésica em efeitos fisiológicos não satisfatórios à espécie.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1670912 - PIERRE BARNABE ESCODRO
Externa à Instituição - ISABELLA DE OLIVEIRA BARROS
Externa à Instituição - TALYTA LINS NUNES
Notícia cadastrada em: 14/03/2022 10:11
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