Banca de QUALIFICAÇÃO: NATHÁLYA ATAIDE FERNANDES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATHÁLYA ATAIDE FERNANDES
DATA : 07/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: FDA
TÍTULO:

A LEGITIMIDADE DAS DECISÕES JUDICIAIS EM TEMPOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Fundamentação e desafios éticos na magistratura contemporânea


PALAVRAS-CHAVES:

Legitimidade decisória; Fundamentação judicial; Inteligência artificial; Argumentação jurídica; Devido processo digital.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

A inteligência artificial integra o sistema de justiça brasileiro, com cento e quarenta e sete sistemas identificados pelo Conselho Nacional de Justiça em operação nos tribunais em 2024. Esta dissertação investiga em que medida e sob quais condições o uso de tais sistemas na elaboração de decisões judiciais preserva ou compromete a fundamentação como mecanismo de legitimação do Poder Judiciário. Sustenta-se que a legitimidade decisória mediada por inteligência artificial depende da inteligibilidade humana das contribuições algorítmicas, da preservação da autoria intelectual do magistrado e de mecanismos de transparência, explicabilidade e controle institucional independente. Adota-se o método hipotético-dedutivo, articulado aos métodos histórico-evolutivo, comparativo e monográfico. O segundo capítulo reconstrói o conceito de legitimidade em suas dimensões sociológica, jusfilosófica e jurídicoconstitucional, percorrendo a tensão entre as matrizes substantiva e sistêmica e densificando o regime constitucional do dever de fundamentação. O terceiro capítulo, núcleo teórico do trabalho, articula três eixos: reconstrói a teoria da argumentação jurídica de Robert Alexy, com ênfase à distinção entre justificação interna e externa; delimita a inteligência artificial pela noção de agente racional e pela distinção entre inteligência artificial (IA) fraca e IA forte; e examina a viabilidade gradativa do tratamento computacional das estruturas argumentativas em cotejo com os paradigmas técnicos contemporâneos e com a dimensão semiótica do raciocínio jurídico. O quarto capítulo problematiza opacidade, vieses, alucinações e viés de automação, articulando diretrizes para o uso legítimo da inteligência artificial na fundamentação judicial. Conclui-se que a legitimidade sob mediação algorítmica exige a preservação simultânea da inteligibilidade humana, da autoria intelectual do julgador e do controle institucional independente. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2121407 - ANDREAS JOACHIM KRELL
Interno(a) - 1121342 - GEORGE SARMENTO LINS JUNIOR
Interno(a) - 2280141 - JULIANA DE OLIVEIRA JOTA DANTAS
Notícia cadastrada em: 02/06/2026 10:53
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